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Segunda Feira, 06 de Abril de 2026

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Confronto de estratégias táticas diferentes na final da Eurocopa

Inglaterra com esquema mais conservador e Itália adaptada aos conceitos do futebol moderno

10 de Julho de 2021 as 08h 00min

Wembley é o palco da decisão de domingo – Foto: Association Press

A partida final da Eurocopa entre Inglaterra e Itália deve seguir o mesmo padrão de alta qualidade técnica e tática que predominaram na competição de forma geral.

O jogo que trará o enfrentamento de duas escolas praticamente opostas, que partem de conceitos diferentes, mas que acabam convergindo para utilização de esquema moderno e equilibrado, deverá ser cheio de alternativas e repleto de emoções, pois para os ingleses será a conquista de um título inédito, enquanto os italianos irão lutar pelo bicampeonato.

A Seleção da Inglaterra comandada por Gareth Southgate, tem seu esquema de jogo baseado na qualidade do meio-campo, na defesa forte, na velocidade das transições e na busca de contra-ataques para agredir o adversário. A equipe atual conta com uma geração promissora de jogadores que tiveram excelente participação em categorias anteriores (sub-20 e sub 21) nessa mesma competição.

A Seleção da Itália, sob o comando técnico de Roberto Mancini está mais adaptada aos conceitos do futebol moderno. Busca a valorização da posse de bola, com troca de passes e compactação entre os setores.

Mas isso não impede que a equipe também jogue reativamente, como fez contra a Espanha, revisitando o modo tradicional que a Seleção italiana utilizava antes desse projeto de modernização, quando baseava seu estilo na força defensiva e velocidade nas transições.

Como era esperado a Seleção Italiana teve um jogo difícil na semifinal, contra a Seleção da Espanha, que habituada a jogar utilizando a posse de bola tentou mostrar superioridade na imposição tática, através da troca de passes e do envolvimento do adversário desde a defesa.

Os espanhóis tiveram mais chances de gols criadas, mas pecaram nas conclusões dos últimos passes. A decisão foi para as cobranças de pênaltis, na qual a frieza de Jorginho, jogador brasileiro naturalizado italiano, foi fundamental para a classificação da esquadra azurra.

Por outro lado, a Inglaterra, também, teve que enfrentar uma prorrogação na semifinal para garantir sua permanência na competição. Começou bem na partida, mas não manteve o domínio constante, permitindo o crescimento da Dinamarca, que foi até certo ponto surpreendente.

Mas, como em boa parte do segundo tempo e em toda a prorrogação, os ingleses voltaram a ser superiores utilizando estilo que mistura a velocidade nas transições com qualidade no meio campo, passaram com todos os méritos para a fase final.

Assim, não há como se apontar favoritismo, pois tanto a Inglaterra quanto a Itália fizeram boa campanha, neutralizaram seus adversários e mereceram chegar na fase final. Acredito que a Itália não irá utilizar a mesma tática que usou contra a Espanha, tentando ser mais conservadora e apostando no erro do adversário. Creio que a Itália deverá ser mais controladora e que tentará utilizar jogo mais construtivo desde a defesa, como fez na maior parte dos jogos da competição.

Mas, como não se pode, de modo algum, desvalorizar o jogo direto e objetivo feito pela Inglaterra, a rapidez da troca de passes do meio-campo deverá estar presente. Uma vez que a bola chegue ao atacante Sterling, a criação de jogadas perigosas pelos lados está garantida, bem como os cruzamentos para Harry Kane, que com seu oportunismo terá chances reais de concluir as jogadas.

O confronto deverá ser de alta qualidade técnica e imprevisível, pois a Itália tem a seu favor o grande trunfo de conseguir ser híbrida. Os italianos conseguem transitar bem entre dois conceitos quase antagônicos, tendo relativa flexibilidade de se moldar às condições que a partida impuser.

Já, a Inglaterra tem qualidades para conseguir controlar o jogo através da posse de bola, além de jogar em casa, no estádio de Wembley, no qual contará com o apoio da torcida, que deverá ser, em sua maioria, composta por ingleses.

Fonte: DA REPORTAGEM

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