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Continência ao Amor

26 de Agosto de 2022 as 11h 13min

O apelo de Continência ao Amor, um dos mais recentes sucessos de visualizações da Netflix, parte de misturar três tropos de filmes românticos em um: o casal principal são opostos que se atraem, vão "de inimigos a amantes" e formam também um relacionamento inicialmente de mentira.

O longa dirigido por Elizabeth Allen Rosenbaum - veterana em filmes para o público mais jovem como Aquamarine e Ramona e Beezus - tenta aqui colocar o pé também em temas mais sérios e adultos, enquanto manobra com os clichês dos desencontros amorosos, e peca quando precisa lidar com os desdobramentos morais do que narra.

O título original Purple Hearts faz referência à condecoração militar e arrisca uma licença poética açucarada: mostrar como duas pessoas de mundos e convicções completamente diferentes podem encontrar e trilhar o mesmo caminho com o amor, sob o argumento de que “um coração vermelho e um coração azul podem formar corações roxos”.

Conhecemos a jovem Cassie, uma garota latina e liberal cuja vivência a fez ficar completamente cética diante de romances, e Luke, um jovem conservador que segue carreira militar e tenta impressionar seu pai, com quem rompeu laços há anos.

A construção dos personagens funciona o suficiente para que o público tenha um apego significativo por ambos, sobretudo Cassie. O filme se coloca num cenário e contexto que lhe oferece muito material para ser desenvolvido, aproveitado e criticado, mas que deixa absolutamente a desejar em todos os aspectos.

Rosenbaum parece querer evitar que seu filme entre naquela categoria de romances terminais envolvendo problemas graves de saúde, e elege a diabetes como mote da sua história de um jeito insuficiente. Retrata-se bem nas cenas iniciais como é a vida de um diabético, mas perde-se a chance de explorar o desdobramento social disso.

Da mesma forma, o filme não coloca em contexto a escolha de Luke pelas Forças Armadas, e o relacionamento paternal - que afinal seria a fonte de conflitos que definiu essa escolha - não é tão explorado.

O que acontece, no final das contas, é que o longa traz um cenário bastante dramático de obstáculos para o que mais importa - o romance de Luke e Cassie - mas tudo soa artificial nessa colocação, como se a jornada do casal fosse só uma corrida de obstáculos mesmo e não um processo de reflexão sobre esses obstáculos.

Por outro lado, o filme pode agradar aqueles fãs de romance de opostos dispostos a encarar um faz-de-conta basicamente definido pela devoção cega. Mistura diversos clichês e entrega situações e diálogos irresistíveis (muito por parte das atuações e entrega do casal principal) que por fim dão ao filme algo próximo do que poderia se chamar de um saldo carismático. É uma pena que haja muito pouco ou quase nada para se aproveitar quando o espectador parar para pensar nas implicações das escolhas feitas no filme "em nome do amor".

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