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Contratações aceleradas e espaço para quem busca primeiro emprego
04 de Agosto de 2026 as 13h 20min
Especialista analisa as competências mais valorizadas pelas empresas – Foto: Divulgação
Enquanto diversos setores da economia enfrentam dificuldades para contratar profissionais qualificados, a área de tecnologia segue na contramão e amplia as oportunidades para quem busca o primeiro emprego.
Segundo a discussão realizada na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado Federal, o Brasil poderá registrar um déficit superior a 530 mil profissionais de tecnologia até 2029, reflexo da velocidade da transformação digital e da baixa formação de especialistas em relação à demanda do mercado.
“Existe uma percepção equivocada de que basta fazer um curso para conseguir emprego na área de tecnologia. O mercado realmente está contratando, mas está contratando profissionais preparados. Quem alia conhecimento técnico, projetos práticos, capacidade de aprender continuamente e boas competências comportamentais encontra um cenário extremamente favorável para construir carreira. A tecnologia continua sendo uma das áreas que mais geram oportunidades para quem está começando, desde que exista dedicação e desenvolvimento consistente”, afirma o presidente da GlobalTech, Dhiego Soares.
O avanço acelerado da digitalização fez com que a tecnologia deixasse de ser um setor restrito às empresas de software para se tornar um componente essencial em organizações dos mais diversos segmentos. Levantamento divulgado pela Forbes Brasil mostra que 98% das médias e grandes empresas enfrentam dificuldades para contratar talentos qualificados em tecnologia, especialmente nas áreas de inteligência artificial, engenharia de software e ciência de dados.
Para Soares, essa mudança transformou completamente o perfil das carreiras em tecnologia. “A tecnologia deixou de ser um mercado formado apenas por programadores. Hoje existem oportunidades para analistas de dados, profissionais de cibersegurança, arquitetos de nuvem, especialistas em automação, suporte em TI, UX, gestão de produtos digitais e muitas outras funções. É um mercado extremamente diverso, que precisa de pessoas com diferentes perfis e competências”.
Além da iniciativa privada, governos e instituições de ensino têm ampliado programas de qualificação voltados para essas competências, reconhecendo a importância estratégica da formação tecnológica para o desenvolvimento econômico do país.
“Os cursos ganharam relevância porque oferecem uma resposta rápida às transformações do mercado. Mas é importante entender que nenhum curso, por si só, garante uma vaga. O aprendizado precisa ser colocado em prática. As empresas procuram profissionais capazes de demonstrar aquilo que sabem fazer”, destaca.
Enquanto os cursos livres permitem desenvolver competências específicas em curto prazo, os cursos técnicos aprofundam a prática profissional. A graduação oferece uma formação ampla e sólida, enquanto certificações reconhecidas internacionalmente validam conhecimentos específicos em plataformas, linguagens e soluções amplamente utilizadas pelas empresas.
Para os jovens que estão escolhendo a primeira profissão, Dhiego recomenda olhar para a tecnologia como uma carreira de longo prazo e não apenas como uma oportunidade imediata de emprego.
“Quem escolhe tecnologia precisa entender que aprender faz parte da profissão. O mercado recompensa curiosidade, disciplina e capacidade de evolução constante. Não existe sucesso instantâneo. Existe construção de conhecimento. Quem começa cedo, pratica bastante, desenvolve um bom portfólio e mantém uma postura de aprendizado contínuo encontrará inúmeras oportunidades ao longo da carreira”, conclui.
Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA
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