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Quarta Feira, 14 de Outubro de 2026

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Coronel Fernanda acusa parlamentares de ignorar violência contra mulheres

14 de Outubro de 2026 as 14h 01min

Deputada relata resistência a projeto que endurece punições - Foto: Assessoria

A resistência de parlamentares a medidas de proteção às mulheres foi alvo de críticas da deputada federal Coronel Fernanda (PL).

Em entrevista ao programa Tribuna, da TV Vila Real, ela afirmou ter enfrentado pressão de colegas durante a relatoria de um projeto que prevê o endurecimento das punições por assédio moral e sexual em unidades militares. 

A congressista também rebateu posições contrárias ao uso do termo feminicídio e defendeu a manutenção de instrumentos legais específicos para combater a violência de gênero.

Para a deputada, parte das divergências no Congresso está relacionada à falta de experiência de alguns políticos com situações de assédio e agressão contra mulheres. Fernanda argumenta que a ausência dessa vivência pode dificultar a compreensão da dimensão do problema e das consequências enfrentadas pelas vítimas.

“Lá dentro do Congresso, nós somos iguais. Eu tenho esse entendimento. O feminicídio existe mesmo. Então, nós precisamos, sim, do termo feminicídio. Eu acho que falta ainda um pouco de vivência”, declarou.

A parlamentar também questionou a interpretação de que o aumento das notificações represente, necessariamente, uma escalada recente dos crimes. Na avaliação dela, a disseminação de informações pela internet, a disposição crescente das vítimas para denunciar e a melhoria dos mecanismos estatísticos contribuíram para tornar os casos mais visíveis.

“Esses políticos mais novos ainda não têm essa vivência. Eles não têm essa realidade. Não sabem como é sofrer um assédio”, disse. Em seguida, dirigiu críticas aos homens que, segundo ela, não compreendem o problema por não terem sido vítimas desse tipo de violência. “Os homens mais velhos não sabem o que é assédio porque eles nunca sofreram. No máximo, eles fizeram”, declarou.

Fonte: DA REPORTAGEM

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