Olá! Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.

Sexta Feira, 16 de Outubro de 2026

Noticias

Corte amplo de gastos públicos afetaria área social, dizem especialistas

16 de Outubro de 2026 as 14h 42min

Cortes dessa magnitude atingiriam investimentos e serviços públicos – Foto: Divulgação

Economistas ouvidos pela Agência Brasil afirmam que um corte de gastos públicos de grande proporção, estimado em cerca de R$ 190 bilhões, dificilmente preservaria programas sociais e reajustes de salário mínimo, aposentadorias e pensões.

Segundo o professor Pedro Paulo Zahluth Bastos, cerca de 90% das despesas primárias federais são obrigatórias, incluindo Previdência, BPC, Bolsa Família e os pisos de saúde e educação. Assim, cortes dessa magnitude atingiriam investimentos e serviços públicos ou os próprios benefícios sociais.

A professora Maria Lourdes Mollo, da UnB, alerta que a redução de despesas também pode prejudicar o crescimento econômico, a renda e o emprego. Com a retração da atividade econômica, a arrecadação do governo tende a cair, reduzindo os recursos disponíveis para áreas como saúde e educação. Para Bastos, combater fraudes, eliminar supersalários e extinguir ministérios não geraria economia suficiente para alcançar os valores discutidos.

O tema está no centro do debate entre os presidenciáveis. Flávio Bolsonaro defende um ajuste fiscal de aproximadamente 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a cerca de R$ 190 bilhões, e afirma que pretende concentrar os cortes em privilégios do funcionalismo e desperdícios, sem prejudicar os mais pobres.

Já Luiz Inácio Lula da Silva critica a proposta por considerar que ela pode afetar aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais. Em eventual novo mandato, Lula defende um ajuste gradual das contas públicas ao longo de quatro anos.

Segundo Bastos, atingir cortes dessa dimensão exigiria mudanças nas despesas obrigatórias ou nas regras de reajuste dos benefícios. Uma alternativa seria manter os valores atuais, mas limitar os aumentos futuros, reduzindo gradualmente o poder de compra dos beneficiários. O economista também destaca que os juros da dívida pública, estimados em cerca de R$ 1 trilhão por ano, representam uma pressão significativa sobre as contas do país.

Fonte: DA REPORTAGEM

Veja Mais

Matupá: ação de limpeza chega ao Jd. das Flores com retirada de entulhos

Publicado em 16 de Outubro de 2026 ás 13h 42min


Nova divisão de impostos preocupa municípios

Publicado em 16 de Outubro de 2026 ás 12h 40min


O que o Santos precisa fazer (e torcer) para voltar ao torneio no ano que vem

Publicado em 16 de Outubro de 2026 ás 11h 40min


Jornal Online

Edição nº1906 - 16/10/2026