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Sábado, 14 de Março de 2026

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COVID-19: Hospital da UFBA padroniza uso de saliva como teste para detectar novo coronavírus

Procedimento apresenta menos desconforto para o paciente e menor risco de contaminação para funcionários

15 de Julho de 2020 as 09h 00min

Foto: Banco de imagens

O Laboratório de Pesquisa em Infectologia (Lapi) do Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos, vinculado à Universidade Federal da Bahia (Hupes-UFBA)e à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), conseguiu padronizar o uso de saliva como teste para detecção do novo coronavírus. O anúncio foi feito na segunda-feira (13) e trata-se de uma ação inédita no Brasil, que está em estudo e aplicação há cerca de dois meses.

A metodologia tem sido aplicada em pacientes e colaboradores do Hupes que apresentem sintomas compatíveis com a Covid-19.

O procedimento por meio da coleta da saliva se caracteriza por não ser invasivo – o que traz menos desconforto para o paciente – e por apresentar menor risco de contaminação para funcionários, pois é autocoletado pelo próprio paciente. Também possui menor custo, uma vez que não envolve meio de transporte e tubos, apenas um coletor estéril. Também não há necessidade de uso de equipamentos de proteção individual (EPI), que é necessário, por exemplo, quando se coleta por nasofaringe.

“A utilização deste procedimento pode ampliar significativamente o número de testes realizados, pois é mais simples, mais rápida e de menor custo, além de não oferecer riscos de contaminação durante a coleta. Com o teste por nasofaringe ocorre irritação de vias aéreas, com desconforto para o paciente, além de risco de espirros, tosse, e até vômitos durante o procedimento, aumentando a chance de contaminação do ambiente e do responsável pela coleta”, afirma o coordenador do Laboratório de Pesquisa em Infectologia do Hupes, Carlos Brites.

Outro benefício da detecção por saliva é a possibilidade da realização de vários testes ao mesmo tempo chamado de “esquema pool”.

“Coletamos amostras de cinco pacientes e juntamos em um único recipiente, homogeneizamos e testamos como se fosse amostra única. Se o resultado for negativo, não precisa fazer mais nada. Caso seja positivo, testamos as amostras 2 a 2, para identificar qual foi positiva. Como pelo menos metade dos testes realizados na rotina são negativos, isso economizará recursos, pois menos testes serão necessários ao final”, esclarece Brites.

 Com informações do Ministério da Educação

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