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COVID-19: Secretário municipal alerta sobre fake news do coronavírus
O transtorno é muito grande quando uma notícia falsa se alastra
05 de Março de 2020 as 16h 00min
Foto: Assessoria
Assessoria
A Secretaria Municipal de Saúde informou, na manhã de terça-feira, dia 03, que não há nenhum caso suspeito de COVID-19, doença causada pelo coronavírus. Conforme o médico e gestor da Pasta, Kristian Barros, a paciente em monitoramento esteve o exterior e desembarcou em São Paulo com alguns sintomas respiratórios, passou sete dias em observação e, após exames que deram negativo para a doença, foi liberada pelo Ministério da Saúde para retornar para Sinop e repousar em isolamento domiciliar.
“Primeiramente, precisamos combater a fake news, porque esse tipo de informação confunde e assusta a população. O transtorno é muito grande quando uma notícia falsa se alastra. No caso desta paciente, por excesso de zelo, ao chegar ao município, ela recebeu a visita de um infectologista da rede, realizou novos exames e passou a utilizar máscara devido ao seu estado de saúde. No entanto, os sintomas desta pessoa específica não fecham os critérios para identificá-lá como suspeita do coronavírus. Tanto que se ela está em casa é porque não é corona”, esclarece o doutor.
No mesmo dia, os exames descartaram a “suspeita” de COVID-19.
ENTENDA O CASO
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) notificou, na segunda-feira, dia 02/03, cinco casos suspeitos de coronavírus em Mato Grosso, sendo Sinop (1), Glória D’Oeste (2), Alto Taquari (1), Sorriso (1), Cuiabá (2), Nova Mutum (1). No entanto, a Secretaria, por meio do Centro de Operações de Emergência em Saúde de Mato Grosso (COE-MT), atualizou a situação dos casos suspeitos de coronavírus no estado. No dia seguinte, 03/03, descartaram-se os municípios de Sinop e Nova Mutum por não preencherem a definição necessária para COVID-19.
SAIBA MAIS SOBRE A DOENÇA
Os sintomas mais comuns, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), são tosse seca, febre e dificuldade para respirar. Alguns pacientes também podem sentir dores no corpo, congestionamento nasal, inflamação na garganta ou diarreia. Casos graves desenvolvem síndrome respiratória aguda e insuficiência renal.
Os critérios para a definição de caso suspeito enquadram a pessoas que apresentem os três sintomas mais comuns e tiveram histórico de viagem pela Alemanha, Austrália, Emirados Árabes, Filipinas, França, Irã, Itália, Malásia, Japão, Singapura, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Tailândia, Vietnã e Camboja, além da China, nos últimos 14 dias.
O MINISTÉRIO DA SAÚDE EXPLICA:
O que é coronavírus?
Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China. Provoca a doença chamada de coronavírus (COVID-19).
Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.
A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.
Como o coronavírus é transmitido?
As investigações sobre as formas de transmissão do coronavírus ainda estão em andamento, mas a disseminação de pessoa para pessoa, ou seja, a contaminação por gotículas respiratórias ou contato, está ocorrendo. Qualquer pessoa que tenha contato próximo (cerca de 1m) com alguém com sintomas respiratórios está em risco de ser exposta à infecção.
É importante observar que a disseminação de pessoa para pessoa pode ocorrer de forma continuada.
Alguns vírus são altamente contagiosos (como sarampo), enquanto outros são menos. Ainda não está claro com que facilidade o coronavírus se espalha de pessoa para pessoa.
Apesar disso, a transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como:
- gotículas de saliva;
- espirro;
- tosse;
- catarro;
- contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;
- contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.
Os coronavírus apresentam uma transmissão menos intensa que o vírus da gripe.
O período médio de incubação por coronavírus é de 5 dias, com intervalos que chegam a 12 dias, período em que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção.
A transmissibilidade dos pacientes infectados por SARSCoV é em média de 7 dias após o início dos sintomas. No entanto, dados preliminares do coronavírus (SARS-CoV-2) sugerem que a transmissão possa ocorrer mesmo sem o aparecimento de sinais e sintomas. Até o momento, não há informaçõesção suficientes de quantos dias anteriores ao início dos sinais e sintomas uma pessoa infectada passa a transmitir o vírus.
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