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Terça Feira, 03 de Novembro de 2026

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CPI da Saúde confronta ex-secretário sobre R$ 1,1 bilhão em indenizações

18 de Outubro de 2026 as 08h 46min

Comissão aponta alta de 500% nos pagamentos após a pandemia - Foto: Assessoria

A destinação de R$ 1,1 bilhão em pagamentos indenizatórios na Saúde de Mato Grosso entrou no centro do confronto entre o ex-secretário estadual Gilberto Figueiredo e a CPI da Assembleia Legislativa.

Ouvido nesta semana como investigado, o ex-gestor respondeu a cerca de 70 perguntas sobre contratos, reconhecimento de dívidas e procedimentos adotados entre 2019 e 2025.

Conduzida pelo deputado Wilson Santos (PSD), presidente da comissão, a oitiva examinou decisões administrativas tomadas durante a passagem de Figueiredo pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Acompanhado de advogado, ele optou por responder aos questionamentos e sustentou que os processos percorriam diferentes setores antes de chegar à sua mesa para decisão final.

Ao justificar o volume de indenizações, o ex-secretário afirmou que os pagamentos correspondiam a serviços efetivamente prestados e que a pasta movimentou mais de R$ 31 bilhões em orçamento durante sua gestão. “Os pagamentos indenizatórios não nascem na sala de um secretário”, declarou. 

Segundo ele, deixar de quitar obrigações reconhecidas poderia configurar enriquecimento ilícito do Estado. Wilson, porém, contestou a normalização desse mecanismo administrativo.

Embora a pandemia tenha exigido flexibilizações excepcionais, o deputado apontou que a prática continuou após o período emergencial e registrou crescimento de quase 500% nos pagamentos indenizatórios no pós-pandemia. Figueiredo rejeitou a hipótese de acomodação da gestão e afirmou que os processos continham documentação comprobatória dos serviços executados.

No encerramento, o ex-secretário pediu a inclusão nos autos do livro Sem tempo para respirar, no qual relata medidas adotadas durante a pandemia. Ele citou a criação de um centro de triagem para pacientes com Covid-19 e o atendimento prestado a milhares de pessoas.

A CPI, entretanto, mantém sob análise os procedimentos administrativos e financeiros que marcaram sua passagem pela Saúde estadual.

Fonte: DA REPORTAGEM

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