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CPI dos consignados divide deputados e enfrenta resistência na Assembleia
13 de Julho de 2026 as 06h 36min
Governistas questionam o momento da iniciativa - Foto: Assessoria
A tentativa de instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os contratos de empréstimos consignados de servidores públicos estaduais ainda encontra obstáculos na Assembleia Legislativa. O requerimento começou a reunir assinaturas, mas segue sem consenso entre os deputados, que divergem sobre a necessidade e o momento da investigação.
O presidente da ALMT, Max Russi, afirmou que o pedido ainda não foi protocolado oficialmente na Mesa Diretora. Segundo ele, caso sejam cumpridas as exigências regimentais, a abertura da comissão será obrigatória, embora reconheça que uma nova CPI em período pré-eleitoral pode gerar questionamentos. "Se tiver assinatura, minha obrigação é abrir a CPI. Não chegou até a mim. Não sei se nesse momento seria interessante uma nova CPI, já que a CPI da Saúde deve ser suspensa temporariamente", declarou.
Na base governista, o deputado Carlos Avallone disse que ainda analisará o conteúdo antes de decidir se apoia a proposta. "É um problema grave. Quero entender a posição do governo, até porque sou base. Ela é possível de ser aberta, é justa, é um apelo que está sendo feito e precisamos analisar", afirmou.
O deputado Júlio Campos revelou que ainda não foi procurado pelos autores do requerimento, mas sinalizou disposição para aderir à investigação. "Eu assino todas as CPIs, independentemente de partido. Se for procurado, irei assinar. CPI pode ser pedida a qualquer momento. Requerer não ofende", disse.
Já Diego Guimarães adotou um tom crítico e levantou suspeitas sobre a motivação da proposta. Para ele, a proximidade das eleições pode influenciar o debate. "Não tenho conhecimento da CPI. Estamos há 90 dias da eleição. Antes da eleição vem com proposta de CPI, me cheira eleitoreiro", declarou.
Fonte: DA REPORTAGEM
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