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Domingo, 29 de Março de 2026

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CRIAÇÃO DE BRASILEIRO: Biopesticida extraído do pequi contra as formigas cortadeiras

Paixão pela ciência fez jovem cientista elaborar projeto sustentável

21 de Fevereiro de 2021 as 09h 33min

Projeto de biopesticida combate formigas cortadeiras em plantações – Foto: Divulgação

DA REPORTAGEM

 

João Matheus Balduíno, 19 anos, é um jovem cientista, aluno concluinte do Colégio Objetivo Juazeiro do Norte/CE. Sua paixão pela ciência e pesquisa o fez ir a fundo em um projeto sustentável de biopesticida que combate formigas cortadeiras em plantações, feito com restos de pequi, fruto típico do cerrado.

Na década de 1970, o pesquisador e entomologista Domingos Gallo levantou números impressionantes sobre o impacto das saúvas na atividade agropecuária. Estudioso das formigas cortadeiras, ele chegou à conclusão de que dez sauveiros por hectare da espécie Atta capiguara são capazes de se alimentar de 21 kg de capim por dia.

O valor é equivalente ao consumo diário de um boi em regime de pasto. Considerando que sauveiros maduros (com até cinco anos), têm entre 3,5 e 7 milhões de indivíduos fica fácil enxergar o tamanho do problema.

O Projeto Biopequi, elaborado pelo estudante com orientação da professora Lilian Duarte, beneficiará produtores da região do Cariri. A ideia é produzir a substância em massa e distribuí-la gratuitamente.

“Quero ajudar os pequenos agricultores. A agricultura é a fonte de renda dessas famílias e as formigas cortadeiras podem fazer grandes estragos nas hortas. O produto é fabricado com a casca do pequi, uma matéria-prima de baixo custo e fácil produção”, explica Matheus.

Ele conta que, em 2019, iniciou as pesquisas sobre o fruto e suas propriedades e, no laboratório do colégio, começou a colocar em prática os experimentos.

“Fizemos também entrevistas com profissionais da área ambiental para saber os danos que os pesticidas poderiam causar ao solo, às plantas e ao meio ambiente”, conta.

O sonho de João Matheus é ampliar fronteiras e beneficiar agricultores de todo o país.

 

FORMIGA

CORTADEIRA

As formigas cortadeiras (Atta sexdens, Atta laevigata e Acromyrmex spp.) podem causar severas desfolhas em mudas, ainda nos viveiros e em pomares em formação. Quando não controladas, após a transferência das mudas para o campo, retardam o desenvolvimento e podem causar até morte de plantas.

Quenquém, saúva-de-vidro, saúva limão e saúva-mata-pasto: essas são apenas algumas das espécies de formigas cortadeiras que fazem a festa em quintais alheios. Elas cortam e carregam as folhas até os seus ninhos porque esse material é utilizado para a produção de fungos que, mais tarde, servirão de alimento para esses insetos.

O problema é que esse processo acaba causando prejuízo aos agricultores. Isso porque, da noite para o dia, as formigas cortadeiras são capazes de desfolhar boa parte de uma árvore, isso quando não acabam com as folhas de toda a planta. Nos cultivos de eucalipto, por exemplo, elas podem impactar até mesmo no diâmetro e na altura dos troncos, diminuindo a produtividade e qualidade da área.

Nos jardins, hortas e pomares, é muito comum que as formigas cortadeiras acabem impedindo até mesmo o crescimento das plantas, já que as atacam ainda na fase de mudas. Além disso, a infestação também pode acarretar em uma diminuição da resistência das árvores em relação a outros insetos e no desequilíbrio da presença de outros organismos.

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