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Criado grupo de combate à violência contra a mulher
Somente neste ano, foram registrados cinco casos de tentativa de homicídio contra mulheres
20 de Julho de 2019 as 00h 00min
ASSESSORIA
DE IMPRENSA
Criar um grupo de trabalho para colocar em prática uma série de ações com a missão de reduzir de maneira efetiva os índices de violência contra a mulher em Sorriso. Foi esta a pauta da reunião do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) de Sorriso, do qual participam representantes do Executivo, Legislativo, forças policiais, Judiciário, Ministério Público, instituições classistas, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e religiosas.
A reunião é um dos reflexos diretos da audiência pública promovida no Fórum, que tratou sobre o fortalecimento da Rede de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres do Estado de Mato Grosso e contou com a presença da desembargadora Maria Erotildes Kneip e demais representantes da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), bem como de representantes da Administração Municipal, como a secretária de Assistência Social do município, Jucélia Ferro; e o juiz da Segunda Vara Criminal de Sorriso, Anderson Candiotto, que organizou o evento. Participaram ainda do evento representantes de várias instituições para buscar formas de garantir mais segurança às mulheres sorrisenses.
Somente neste ano, foram registrados cinco casos de tentativa de homicídio contra mulheres, contra dois casos no ano passado. Os dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública, que levam em consideração o período de janeiro a junho, apontam ainda três homicídios contra mulheres neste intervalo de tempo. Vale lembrar que nem todo caso de homicídio com vítimas mulheres é um caso de feminicídio, pois, para configurar este crime, é preciso que a morte tenha sido motivada pelo fato de a vítima ser mulher.
Nestes primeiros meses, a Sesp também tem registro de 384 casos de ameaça, frente a 392 registrados no mesmo período do ano passado. Mesmo com a redução nos casos de ameaça, o número de mulheres mortas no período mostra que é preciso agir de maneira efetiva. “Precisamos fortalecer a rede de apoio às mulheres que sofrem com a violência doméstica, fornecendo as ferramentas necessárias para que ela tenha a coragem de denunciar a situação, apoiá-las no período pós-denúncia e torná-las protagonistas de suas vidas, de modo que possam sair do ciclo de violência, bem como prevenir outras ocorrências”, comenta Jucélia.
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