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Sexta Feira, 06 de Novembro de 2026

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CRITICOU Mendes não concorda com aprovação das contas de Taques pelo TCE/MT

10 de Agosto de 2019 as 00h 00min

Governador ficou irritado com decisão do TCE - Foto: Tchélo Figueiredo - SECOM/MT

CLEMERSON SM

clemersonsm@msn.com

 

Após a decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), mesmo que com ressalvas, aprovar as contas do último ano de mandato do ex-governador Pedro Taques (PSDB), o atual governador, Mauro Mendes (DEM), criticou a decisão do órgão.

Segundo Mendes, a justificativa dada por Taques em sua autodefesa de que pegou o estado em um período de crise econômica e a chamada por ele “herança maldita” do governo Silval Barbosa, não justificam o descumprimento e negligenciamento das leis.

“Eu não posso concordar que crise seja desculpa para que nós possamos descumprir ou negligenciar naquilo que é importante para consertar a administração pública nesse País”, disse o governador.

Para justificar sua posição, o democrata fez um comparativo com os anos de 2015 e 2016 quando era prefeito de Cuiabá, que passou pelas mesmas dificuldades, mas mesmo assim terminou seu mandato com as contas em dia.

“Eu estive na Prefeitura em 2015 e 2016, foram os piores anos da crise brasileira. E saí da Prefeitura e a entreguei em dia, cumprindo os índices, pagando todo mundo em dia, com o salário em dia, com os fornecedores em dia, com todo mundo numa situação muito enxuta, muito redonda, uma prefeitura bem administrada, assim como em outras em Mato Grosso", afirmou.

No parecer favorável das contas de Taques, o TCE ficou de encaminhar ao Palácio Paiaguás, algumas recomendações ao atual Governo, como por exemplo, reduzir os custos com cargos comissionados e de confiança em 20%, além dessas, mais de 40 recomendações foram sugeridas.

Em conversa com os jornalistas, Mendes disse ainda ter recebido as notificações do TCE, e que gostaria que elas só fossem encaminhadas ao Governo após o momento de crise cessar. “A crise continua. Então ele [ conselheiro Isaias] deveria fazer recomendação para depois que acabar a crise. Se a crise é a justificativa para descumprir tudo, as recomendações só podem valer no dia que o Brasil sair da crise”, pontuou Mendes.

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