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Cruzeiro só precisa de mais uma vitória para conquistar o acesso
20 de Setembro de 2022 as 08h 30min
Anselmo Ramon pega a bola para bater o pênalti contra Rafael Cabral — Foto: Francisco Cedim/CRB
O Cruzeiro viveu um calvário nos últimos três anos. De 2019 a 2021, o torcedor sofreu com a pior fase do clube colecionando vexames e situações inimagináveis.
Neste ano, a chave foi virada e a vitória diante do CRB é um símbolo disso. A Raposa dominou e venceu pela segunda vez na competição um adversário que foi tabu durante a má fase celeste.
Desde o primeiro instante, a Raposa se lançou ao ataque. Literalmente porque o primeiro toque já foi para frente, buscando o gol, como o Cruzeiro fez em toda Série B. O jogo foi uma síntese da dominante campanha celeste em 2022.
A pressão no campo de ataque incomodava o CRB, e as boas jogadas pelo lado esquerdo com dois destaques da partida. Bruno Rodrigues e Marquinhos Cipriano fizeram excelente jogada e quase o estreante da noite balançou as redes aos nove minutos. O domínio celeste era evidente na partida e, até os 20 minutos, Luvannor perdeu outras duas chances de tirar o zero do placar.
Nesse momento de domínio, apareceu outro importante personagem do Cruzeiro na Série B em 2022: Rafael Cabral. Goleiro que mais teve jogos sem tomar gol na Série B, contou com a sorte, que teimou em desacompanhar o clube celeste nos últimos anos. Pênalti marcado para o CRB, mas Anselmo Ramou viveu momento de Roberto Baggio e chutou a bola por cima do gol.
O goleiro celeste ainda brilhou fazendo defesas importantes no primeiro tempo em chutes do próprio Anselmo Ramon e de Paulinho Mocelin. Quando a defesa não conseguiu encaixar a marcação, o goleiro esteve presente para garantir que o primeiro tempo terminasse empatado.
Na segunda etapa, o Cruzeiro voltou disperso, mas soube driblar o nervosismo. Raramente desorganizado, a equipe utilizou o contra-ataque para abrir o placar. A transição rápida foi fatal e Stênio, cria da base, apareceu para colocar Gum "bailando" e marcar o primeiro gol na partida. O jovem, que voltou ao clube no meio do ano, pôde representar o bom uso da base nesta temporada a exemplos de Geovane Jesus e Daniel Jr.
Ao longo da segunda etapa, Pezzolano fez alterações e voltou ao esquema habitual, mesmo que com peças diferentes. O Cruzeiro voltou a controlar a partida, mesmo que sem criar grandes chances de gol. Rafael Cabral se fez presente novamente em finalização na pequena área de Anselmo Ramon.
Com o CRB pressionando, a Raposa respondeu e conseguiu travar o jogo. Machado e Neto Moura conseguiram, novamente, ter controle das ações na intermediária defensiva e afastar o perigo. O jogo foi fechado com chave de ouro num golaço de Bruno Rodrigues, melhor em campo, já nos acréscimos da segunda etapa.
Sorte, competência e padrão de jogo. O Cruzeiro teve, diante do CRB, todos os ingredientes demonstrados ao longo de 30 rodadas que resultaram em incríveis 65 pontos conquistados. São 14 de diferença para o vice-líder e 20 de diferença para o quinto colocado.
Outra característica demonstrada ao longo do ano foi a entrega a cada jogo como se fosse uma final, sem importar o resultado da rodada passada. É com esse espírito, somado ao apoio de mais de 50 mil torcedores, que o clube vai para o jogo diante do Vasco, que pode cravar matematicamente o retorno à elite.
Fonte: DA REPORTAGEM
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