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Cuiabá: vizinhos denunciam sujeira e invasão em hotel de luxo inacabado
20 de Setembro de 2022 as 06h 00min
Interior de uma das salas do Haddad Park Hotel – Foto: MídiaNews
Moradores do Bairro Alvorada e vizinhos da obra inacabada do que seria o luxuoso Haddad Park Hotel têm passado apuros nos últimos meses com invasões de vândalos ao prédio, animais peçonhentos e queimadas. A sensação de insegurança se tornou recorrente e eles até registraram alguns desses momentos.
Síndica do Edifício Odeon há quatro anos e moradora há mais de 10, Carmen Cenira Praeiro da Silva, de 52 anos, relata que o problema no imóvel vizinho é antigo, mas recentemente, com as seguidas invasões de vândalos, ficou ainda pior. “Quando começaram a construção foi uma alegria, de repente não deram continuidade. A gente fica triste com isso, eu sou cuiabana”.
O edifício de 45 metros em formato circular começou a ser a erguido em 1987 e há pelo menos três décadas está com as obras paradas. Carmen tinha duas irmãs que moravam no prédio e se lembra dessa época com clareza.
“O problema era só de sujeira, insetos, bichinhos peçonhentos e ratos. Hoje ainda têm as pombas e urubus, pois são deixados entulhos e restos de comida, além das invasões e queimadas”, afirmou.
Segundo Carmem, o prédio foi vendido há poucos meses e, com a saída do então zelador, foi que a situação se agravou. Em total abandono, de tempos em tempos, os moradores ouvem um quebra-quebra vindo do prédio. “Estavam quebrando lá dentro, sabe se lá o que. Os moradores têm medo deles afetarem algum pilar porque esse pessoal não está nem aí. Afetar um pilar e cair, desabar, sei lá, não sei se há esse risco”, exclamou.
Com as invasões, tornaram-se frequentes também as queimadas. Pelo cheiro intenso e desagradável, Carmem acredita se tratar de fios de cobre. Depois de incendiado o metal fica intacto, mas o material que o envolve derrete possibilitando, assim, a venda.
“O fio de cobre hoje está muito caro, R$ 70 o quilo. Eles roubam e queimam para ficar puro”, afirmou. Ela acredita que esse também seja o motivo do quebra-quebra. Os vândalos invadem o prédio roubam a fiação e ali mesmo o queimam para depois vender. “É um cheiro muito forte, incomoda todos os moradores. Temos aqui no prédio muitos idosos e crianças, e ainda mais em um período desses, com o tempo tão seco”.
Rose Decol, síndica do Edifício Flamingo, também vizinho à edificação abandonada, reclama dos mesmos fatores. “Com essa seca o cheiro de coisa queimada, borracha queimada é terrível”.
Ela também relata a alta incidência de baratas e outros animais peçonhentos devido à sujeira acumulada na propriedade. Pombos e urubus também são “figurinhas carimbadas”, e visitam os prédios vizinhos diariamente, se alojando nas caixas de ar condicionado e perambulando nas áreas comuns. “Os pombos são um problema. Temos tido bastante reclamação dos moradores. Eles estão invadindo as janelas, vindo na piscina e fazendo cocozinho na beira”, afirmou Rose.
Além dos pombos que “visitam” os prédios vizinhos, foi possível constatar uma grande quantidade deles mortos entre o mato alto. Conforme Rose, a última limpeza realizada no terreno foi há aproximadamente cinco meses, quando tiraram sacos e sacos de lixo.
Fonte: DA REPORTAGEM - MídiaNews
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