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Sábado, 07 de Novembro de 2026

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DA CHINA: Pecuaristas aumentam produção após interesse na carne e alta nos preços

Mercado interno e composto alimentar oriundo de usinas de etanol de milho também estimulam produtores

08 de Outubro de 2019 as 08h 00min

Pecuaristas aumentam área de confinamento — Foto: Reprodução

DA REPORTAGEM

G1-MT

 

A abertura no mercado de exportações para a China e o aumento do preço da arroba fizeram com que os pecuaristas investissem mais em confinamento, na região norte do estado. Tem produtor que aumentou o número de baias e de animais embarcados para o frigorífico.

A propriedade de Eusébio Zonta, pecuarista de Sinop, conta, atualmente, com cinco mil animais. Ele investiu na estrutura para que possa receber mais três mil cabeças e aumentar o volume de animas engordados e encaminhados para abate.

Segundo ele, o último lote foi para o frigorífico no valor de aproximadamente R$ 150 a arroba. "Resolvi investir na estrutura porque no período de chuva ficava inviável trabalho, agora, da forma que fizemos, é possível manter a engorda mesmo com tempo chuvoso", afirmou ele.

Vendo as vantagens, o pecuarista Rodrigo Prante também apostou no confinamento. Ele iniciou as atividades há dois anos, e conta com pouco mais de quatro mil cabeças atualmente. Entretanto, o objetivo é chegar a seis mil animais. Além do bom preço da arroba, outra notícia que dá ainda mais ânimo ao pecuarista, é a abertura do mercado da carne bovina para a China. Rodrigo também percebe que o mercado interno se mantém aquecido.

"Primeiro esse comunicado que a China vai entrar comprando carne brasileira, que foi o que proporcionou esse superávit na carne. Além disso, o brasileiro tá consumindo cada vez mais carne, então quanto antes eu poder chegar ao prato, melhor", argumentou Rodrigo.

 

DDG

Tem outro fator que está contribuindo com os pecuaristas da região: a utilização do ddg na alimentação do gado. O produto é um concentrado proteico de milho, produzido por usinas de etanol que usam o cereal. Ele é misturado a farelo de milho, capucho de algodão e outros produtos.

Essa possibilidade tem diminuído os custos de produção, além de possibilitar melhor ganho de peso. Segundo os pecuaristas, com esse composto, em 110 dias, as fêmeas estão indo para o abate. No caos dos bois, o período é 95 dias.

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