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DATA HISTÓRICA: Bolsonaro em Sinop: elo com a histórica visita de Figueiredo
Na década de 80, município recebeu João Batista Figueiredo, que dá nome ao aeroporto
18 de Setembro de 2020 as 07h 00min
Foto: Montagem/Reprodução
JOSÉ ROBERTO GONÇALVES
jrgsinop@hotmail.com
Dia 18 de setembro de 2020 será uma data marcante para Sinop. Pela segunda vez na história, um presidente da ala militar estará visitando o município para conhecer um pouco do desenvolvimento local. Claro que a estadia aqui será rápida, coisa de horas, porque Jair Messias Bolsonaro (sem partido) fará uma inauguração e receberá homenagens e, em seguida, se deslocará para Sorriso. Mas vale o registro.
A vinda de Bolsonaro representa a outra ponta de um presidente da mesma ideologia que também esteve presente em Sinop. Entre 1964 e 1985, o Brasil esteve sob um regime militar, no qual os presidentes eram todos determinados pelo Exército Brasileiro. Em 1974, a cidade foi fundada, e cinco anos depois emancipada. Em 1982, João Batista Figueiredo conhecia o município recém criado.
Sinop tinha apenas oito anos de fundação e uma infraestrutura ainda precária. Nenhuma rua era asfaltada à época. Segundo relatos históricos, por conta disso e de outras reclamações, uma população, de certa forma insatisfeita, não via com bons olhos a presença de Figueiredo na cidade. Porém, Ênio Pipino, um dos fundadores, reuniu-se com toda a população e a convenceu da importância que teria a vinda de um presidente ao município. E assim o foi, tanto que o então Chefe do Executivo federal recebeu uma importante homenagem: seu nome foi dado a uma das principais portas de entrada de Sinop – o Aeroporto Municipal Presidente João Batista Figueiredo.
Trinta e oito anos depois, novamente um presidente da República vem a Sinop. Os tempos são outros, afinal, João Figueiredo foi o último da Era Militar. Logo depois, o país reivindicou pelo voto democrático. Ressalve histórico: Tancredo Neves foi eleito, mas faleceu antes de assumir, dando lugar a José Sarney (entre os presidentes que comandaram esta nação de forma direta, sem o voto popular, estão Itamar Franco, que substitui Fernando Collor, e Michel Temer, no lugar de Dilma Rousseff, eleitos, mas derrubados por impeachment).
Jair Bolsonaro concorreu à eleição presidencial de 2018 e derrotou Fernando Haddad no segundo turno. Militar de carreira, segue princípios ideológicos baseados na disciplina que sua formação exige. Assim como qualquer outro político, tem seguidores fieis e opositores ferrenhos. Nada que o abale, nada que o faça mudar o trato.
Bolsonaro estará nesta sexta-feira em Sinop participando da inauguração informal da Inpasa – maior usina de etanol de milho da América do Sul. No local, também receberá homenagens, como o Título de Cidadão Sinopense, concedido pela Câmara de Vereadores, entre outras organizadas por entidades e pelo Poder Executivo local.
Depois do evento em Sinop, o presidente vai até Sorriso onde visita a usina de etanol da FS e participa do lançamento da safra nacional de soja.
Na semana em que comemorou 46 anos de fundação, a visita de outro presidente de ideologia militar agita a cidade, em um elo que emana saudosismo e crescimento, em uma Sinop que se faz grande a cada dia.
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