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DDGS cresce e transforma coproduto do etanol em nova fonte de valor ao agro
17 de Julho de 2026 as 04h 36min
Subproduto impulsiona novas oportunidades para produtores rurais – Foto: Divulgação
A expansão da indústria de etanol de milho em Mato Grosso está impulsionando uma nova frente de valorização dentro da cadeia produtiva agrícola: os grãos secos de destilaria com solúveis (DDGS, Distillers Dried Grains with Solubles).
Obtido durante a fabricação do biocombustível, o coproduto vem ganhando espaço no mercado por reunir alto valor nutricional para alimentação animal, aproveitamento de resíduos industriais e maior agregação de valor ao milho produzido no campo. Com o avanço das usinas, Mato Grosso se consolida como principal polo brasileiro do etanol de milho, fortalecendo a integração entre agricultura, pecuária e bioenergia.
Hoje, as usinas instaladas no estado consomem cerca de 13,5 milhões de toneladas de milho por ano. Além do etanol, o processo gera o DDGS, que se tornou uma importante fonte de proteína e energia para bovinos, aves, suínos e aquicultura, ampliando o conceito de economia circular no agronegócio.
Para os produtores, esse modelo representa novas oportunidades de renda ao ampliar a demanda pelo milho e estimular sua industrialização dentro do próprio estado. Segundo representantes do setor, o DDGS reúne características que o colocam entre os ingredientes mais promissores para a nutrição animal, especialmente diante da crescente demanda mundial por alimentos produzidos de forma mais sustentável.
EXPORTAÇÕES AMPLIAM MERCADO
O crescimento da produção também vem sendo acompanhado pela abertura de novos mercados internacionais. Empresas instaladas em Mato Grosso passaram a exportar DDGS para destinos estratégicos, reforçando a competitividade do produto brasileiro.
Entre elas está a Inpasa, que neste ano realizou embarques para a China e para a Turquia. A operação destinada ao mercado chinês movimentou cerca de 62 mil toneladas do coproduto, enquanto outro carregamento levou aproximadamente 45 mil toneladas ao mercado turco, um dos principais destinos internacionais do produto.
A expansão das exportações demonstra que o DDGS brasileiro vem conquistando espaço em mercados cada vez mais exigentes graças à qualidade nutricional, à regularidade da produção e ao atendimento dos padrões sanitários internacionais. A versatilidade do ingrediente, utilizado na alimentação de diferentes cadeias da produção animal, também contribui para esse avanço.
Na operação destinada à Turquia, por exemplo, o produto foi transportado da unidade da Inpasa em Sinop até o terminal de Miritituba/PA, seguindo por barcaças até Santarém e, posteriormente, por transporte marítimo ao destino final. A logística integrada evidencia a capacidade de Mato Grosso de atender mercados internacionais com eficiência e competitividade.
Além do impacto econômico, o DDGS integra um modelo produtivo sustentável. A transformação do milho em etanol e coprodutos fortalece uma matriz energética de menor emissão de carbono, enquanto o sistema conhecido como “Food + Fuel” permite produzir energia renovável e ingredientes para alimentação animal utilizando a mesma matéria-prima, aumentando a eficiência do uso da terra e dos recursos agrícolas.
Mato Grosso já produz cerca de 3 milhões de toneladas de DDGS por ano, consolidando uma nova dinâmica para o agronegócio estadual. O crescimento das usinas tem estimulado investimentos, geração de empregos e desenvolvimento regional, além de reduzir custos logísticos ao aproximar a industrialização das áreas produtoras de milho.
Nesse cenário, empresas como a Inpasa têm contribuído para ampliar a presença do DDGS brasileiro no mercado externo e fortalecer uma cadeia que une produção de grãos, bioenergia, proteína animal e inovação. A tendência é que, com a expansão das usinas e a abertura de novos mercados, o coproduto consolide sua posição como um dos principais vetores de agregação de valor ao milho produzido em Mato Grosso.
Fonte: DA REPORTAGEM
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