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Debate ao governo de Mato Grosso termina em troca de ataques
03 de Setembro de 2026 as 14h 54min
Candidatos resgatam acusações e passado político - Foto: Assessoria
O primeiro debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso foi marcado menos pela discussão de propostas e mais pelo acirramento entre os concorrentes. Realizado nesta semana pela TV Vila Real, afiliada da RecordTV, o encontro teve acusações sobre corrupção, alianças políticas, patrimônio e episódios da trajetória pública dos candidatos.
A temperatura subiu principalmente nos confrontos envolvendo Wellington Fagundes (PL), Otaviano Pivetta (Republicanos) e Rafaell Milas (Missão). Natasha Slhessarenko (PSD) também entrou no centro das discussões, em embate direto com Milas sobre os nomes que integram seu grupo político.
Milas questionou Natasha sobre a presença do ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro e do ex-deputado estadual Gilmar Fabris em seu palanque. O candidato do Missão perguntou se ela confiava nos dois e classificou os aliados como um peso para sua candidatura.
A resposta veio acompanhada de uma reação igualmente contundente. Natasha rebateu as críticas citando episódios envolvendo lideranças ligadas ao MBL, entre elas o presidenciável Renan Santos e o ex-deputado paulista Arthur do Val, o “Mamãe Falei”.
No confronto, a candidata afirmou que poderia fazer associações semelhantes com o passado de integrantes do grupo de Milas, mas que não faria uma pergunta baseada em acusações dirigidas a terceiros.
Outro embate levou ao debate o histórico político de Wellington. Milas mencionou operações policiais que já citaram o nome do senador, como Sanguessuga e Ararath, além do caso conhecido como Máfia das Ambulâncias.
Wellington respondeu afirmando que jamais foi condenado e classificou Milas como “candidato de aluguel”. O adversário devolveu a provocação e chamou o senador de “melancia”, termo utilizado por críticos para questionar sua proximidade com o bolsonarismo.
A discussão ganhou contornos pessoais quando Wellington afirmou ter ajudado profissionalmente o irmão e a esposa de Milas. Segundo o senador, os dois trabalharam durante anos com seu apoio. Ele também citou o atual cargo ocupado pelo irmão do adversário na Prefeitura de Cuiabá e apelou para a ideia de gratidão.
A relação entre Wellington e Pivetta também foi marcada por acusações. O senador cobrou explicações sobre declarações atribuídas ao governador a respeito do funcionalismo público, do Samu e da capacidade técnica dos servidores estaduais.
Pivetta disse respeitar a categoria e lembrou sua experiência de convivência com o funcionalismo durante sua passagem pelo governo. Wellington, porém, direcionou o debate para salários e investimentos e criticou a situação da RGA.
Na tréplica, Pivetta levou a discussão para a atuação de Wellington em Brasília. O governador citou a passagem do senador pelo DNIT e seus vínculos políticos com governos petistas, além de afirmar que Bolsonaro teria contribuído para sua saída do órgão.
No encerramento, ainda emocionado, o candidato endureceu o discurso contra os adversários. Entre lágrimas, chamou os demais concorrentes de “covardes”, encerrando um debate em que as acusações pessoais ocuparam espaço central.
Fonte: CLEMERSON SM
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