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Debate sobre Moratória da Soja gera reação no Congresso
08 de Maio de 2026 as 09h 53min
Debate cita risco de distorções no mercado - Foto: Senado Federal
Os impactos econômicos e jurídicos da moratória da soja dominaram o debate realizado no Senado Federal, com críticas direcionadas aos efeitos do acordo sobre produtores da Amazônia Legal.
Durante audiência na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária, parlamentares e representantes do setor produtivo apontaram riscos de distorções concorrenciais e concentração de mercado.
Entre as vozes mais contundentes, a senadora suplente Rosana Martinelli afirmou que o mecanismo tem gerado exclusão comercial de produtores que operam dentro da legislação ambiental brasileira.
Segundo a parlamentar, o problema se intensificou à medida que o país consolidou sua posição como um dos maiores exportadores globais de soja. “Isso se transformou em um boicote comercial contra quem está regular”, declarou.
Na avaliação apresentada, produtores que cumprem o Código Florestal estariam sendo pressionados por critérios adicionais impostos por agentes privados, o que, segundo ela, compromete a competitividade.
A discussão também trouxe questionamentos sobre a legitimidade desses critérios, considerados mais rígidos do que a própria legislação nacional. “Não se pode admitir regras externas acima da lei brasileira”, afirmou a senadora.
Outro ponto levantado foi a ausência histórica de representatividade do setor produtivo nas decisões envolvendo a moratória, o que teria contribuído para insegurança jurídica. Apesar da participação recente de representantes do governo em discussões sobre o tema, foram citadas divergências e falta de alinhamento na defesa dos produtores.
Criada em 2006, a moratória restringe a comercialização de soja oriunda de áreas desmatadas na Amazônia após uma data de corte, mesmo quando a atividade ocorre dentro dos limites legais. Esse modelo tem sido alvo de críticas por parte de produtores e entidades do agro, que apontam prejuízos comerciais e barreiras adicionais ao mercado.
O tema segue em análise no Supremo Tribunal Federal, que encaminhou a questão para mediação, enquanto o setor produtivo cobra maior segurança jurídica e previsibilidade nas regras.
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