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De Maradona a Messi: os 28 anos de tabu da seleção argentina

10 de Julho de 2021 as 15h 44min

Jogadores da Argentina na decisão por pênaltis contra o Brasil, na Copa América 2004 — Foto: AP

É tanto tempo sem vencer um título que a extensa seca reúne as duas maiores lendas do futebol argentino: dos últimos lampejos de Diego Maradona ao reinado de Lionel Messi, o conjunto albiceleste se acostumou a bater na trave.

Contra o Brasil, no domingo, disputa sua 8ª final desde que levantou sua última taça, na Copa América 1993. Desde então, foram 18 competições disputadas: sete Copas do Mundo, nove edições da Copa América e mais duas da Copa das Confederações. Em tempo: é um tabu que se refere à seleção profissional, visto que a formação olímpica conquistou medalha de ouro em 2004 e 2008.

Mas voltemos ao tempo em que se amarrava cachorro com chorizo, como diria algum Felipón Scolari nascido em Avellaneda. É sintomático que a amargura argentina tenha começado justamente na despedida do personagem que conquistou as maiores alegrias para a seleção vizinha: o primeiro dos 18 torneios sem taça foi justamente a Copa do Mundo de 1994.

A controversa suspensão por doping de Maradona durante a competição arrefeceu o ímpeto de um time que prometia repetir a campanha dos dois mundiais anteriores, quando chegou à decisão, mas sem o renascido barrilete cósmico acabou eliminado pela Romênia nas oitavas de final.

Após o título de 1993, conquistado com vitória por 2 a 1 sobre o México, sendo Batistuta o responsável pelo gol do título e também o destaque do torneio, a seleção levaria 11 anos (cinco edições) para voltar a uma final de Copa América. E o reencontro com as instâncias decisivas mostrou-se traumático: em 2004, contra um Brasil alternativo, o gol sofrido por Adriano nos acréscimos, quando a equipe de Marcelo Bielsa já dançava murga rente à bandeira de escanteio para matar tempo, seguido pela derrota nos pênaltis, parece ter renovado a maldição.

Aquela seria a primeira de uma série de três derrotas em decisões contra a seleção brasileira. A próxima aconteceria pela Copa das Confederações 2005, naquele baile de 4 a 1 conduzido por Adriano, Kaká e Ronaldinho.

Dois anos depois, novamente pela Copa América, uma remendada seleção brasileira, comandada por Dunga, enfiaria surpreendentes 3 a 0 na decisão do torneio, disputada na Venezuela. Pelo lado do Brasil, nomes do porte de Elano, Josué e Vágner Love, enquanto a Argentina contava com Zanetti, Mascherano, Verón, Riquelme e Tévez, além de um promissor Lionel Messi, que disputava justamente sua primeira decisão pela Albiceleste.

Além de incinerar nomes históricos e repetidas gerações doradas, o tabu argentino que nem os milhares de psicanalistas residentes em Buenos Aires conseguem desvendar também alcançou certas proezas bem específicas. Como, por exemplo, perder duas decisões seguidas, em anos consecutivos, 2015 e 2016, para a seleção chilena, que também dispunha de sua própria geração dourada, mas até aquele momento nunca havia conquistado sequer um título com seu quadro profissional.

É possível que naquelas circunstâncias os argentinos ainda fossem vítimas de violento desgaste anímico y moral pelo que acontecera na mais doída das derrotas: contra a Alemanha, em 2014, Palacio e Higuaín mostraram que as bruxas não apenas existem, mas nessas últimas três décadas parecem fazer patrulha em turno integral pelo Rio da Prata.

Brasil e Argentina já haviam ameaçado se encontrar em uma decisão no Maracanã justamente na Copa do Mundo aqui disputada, mas o infame 7 a 1 não permitiu. Dessa vez, o cenário é bastante menos explosivo – uma Copa América que quase nem foi disputada, o continente padecendo de uma pandemia, o mítico estádio vazio.

No entanto, para a Argentina, que chega à decisão com uma das seleções menos chamativas dos últimos anos, será um título de inquestionável valor histórico e poder simbólico. Acabaria com a seca que consome gerações e, ao mesmo tempo, impediria o sarcástico conto de fadas do avesso que é um dos melhores jogadores da história não conseguir vencer nem um campeonato de canastra com a sua seleção principal.

Fonte: DA REPORTAGEM

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