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Segunda Feira, 29 de Junho de 2026

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Depois de República Tcheca e Suíça, veja outras surpresas históricas

02 de Julho de 2021 as 05h 58min

Grécia campeã da Euro 2004 é certamente a maior zebra da história — Foto: Getty Images

Um dos momentos mais marcantes e preferidos do torcedor apaixonado por futebol é o das “zebras”. Uma equipe mais fraca surpreender e derrotar um time poderoso é quase uma particularidade do futebol, sendo algo raro em outros esportes.

Nas oitavas de final da Euro 2020, duas seleções já contrariaram as previsões: a República Tcheca venceu a Holanda por 2 a 0 e a Suíça eliminou a França nos pênaltis. Além dos tchecos e dos suíços, Dinamarca e Ucrânia também seguem na disputa, nas quartas de final, como azarões.

A Eurocopa já teve grandes surpresas, seja em partidas históricas, campanhas memoráveis e até conquistas de títulos inimagináveis previamente. Relembre algumas delas:

GRÉCIA 2004
O ano de 2004 ficou conhecido como o "Ano das Zebras" no futebol. O Porto, de Portugal, foi campeão da Liga dos Campeões, enquanto o Once Caldas, do Colômbia, conquistou a Libertadores. Existem outros exemplos de surpresas naquela temporada, como o Santo André campeão da Copa do Brasil, o Valencia campeão espanhol e o Werder Bremen conquistando o alemão. Mas um dos mais marcantes foi a Grécia na Eurocopa.

A seleção grega se classificou na primeira fase graças ao número de gols marcados, tendo empatado em pontos (e no saldo de gols) com a Espanha. Apresentando um futebol baseado na defesa, venceu os três jogos do mata-mata por 1 a 0. Nas quartas derrotou a França e na semifinal a República Tcheca.

Na grande decisão venceu Portugal, dona da casa, treinada por Luiz Felipe Scolari, que contava com jogadores como Deco, Figo e Cristiano Ronaldo. Os portugueses dominaram a partida, mas na única finalização a gol da Grécia na partida, Charisteas marcou e deu o título ao seu país.

DINAMARCA 1992
Embalada por duas goleadas seguidas na atual edição, a Dinamarca tenta repetir 1992, quando conquistou a Eurocopa de forma totalmente inesperada. Inicialmente os dinamarqueses nem disputariam a competição, já que não conseguiram vaga nas eliminatórias. Porém, a Iugoslávia foi excluída da disputa por conta da guerra civil que acontecia no país.

Com isso, chegou o convite à equipe então treinada por Richard Moller Nielsen, que não tinha a simpatia de Michael Laudrup, principal jogador dinamarquês do período. Laudrup se recusou a participar do torneio por discordar da forma de jogar do treinador. Desta forma, se tornou ainda mais improvável uma boa campanha dinamarquesa.

O roteiro surpreendente contou com vitórias sobre a França, e contra a Holanda de Van Basten, nos pênaltis. O título na Suécia foi coroado com uma vitória por 2 a 0 sobre a poderosa Alemanha, campeã do mundo dois anos antes.

TCHECOSLOVÁQUIA 1976
17 anos antes de ser dissolvido entre República Tcheca e Eslováquia, a seleção da Tchecoslováquia, que já havia alcançado duas finais de Copas do Mundo (1934 e 1962), conquistou seu único título no futebol profissional.

Disputado na Iugoslávia, a competição contou com apenas quatro equipes. Além dos donos da casa e dos tchecoslovacos, participaram a Holanda, dois anos depois de encantar o mundo com o Carrossel Holandês, na copa de 74, e a Alemanha, que era a campeã mundial.

Além de derrotar a Inglaterra nas eliminatórias, a Tchecoslováquia venceu nas semifinais a Holanda, de Johann Cruyff, e bateu a poderosa Alemanha na grande final. A decisão terminou com um empate de 2 a 2 e foi para os pênaltis, com direito à primeira cobrança de cavadinha da história, convertida por Antonín Panenka.

ISLÂNDIA 2016
A Islândia em 2016 protagonizou uma das mais marcantes histórias da Eurocopa. Disputando a competição pela primeira vez na ocasião, sediada na França, o país de pouco mais de 350 mil habitantes terminou a fase de grupos à frente de Portugal, seleção campeã do torneio.

O grande momento da campanha islandesa foi nas oitavas de final, contra a Inglaterra. O time inglês saiu na frente com Rooney, aos três minutos de jogo. Menos de dois minutos depois, Ragnar Sigurdsson empatou a partida. Ainda aos 17 da segunda etapa veio a virada, com gol de Sigthórsson, dando números finais à maior vitória da história da Islândia no futebol.

Nas quartas de final, derrota por 5 a 2 para a anfitriã França, em Saint-Denis. Porém, a derrota não manchou a campanha surpreendente da Islândia, nem acabou com a empolgação da torcida islandesa, que também chamou atenção com sua forma de festejar com time após os jogos.

Fonte: DA REPORTAGEM

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