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Terça Feira, 03 de Novembro de 2026

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Deputado cobra plano estadual para atrair mais indústrias e empregos

26 de Outubro de 2026 as 10h 40min

Industrialização entra no debate sobre o futuro de MT - Foto: Assessoria

A liderança de Mato Grosso na produção agropecuária não elimina uma fragilidade estrutural da economia. A dependência da exportação de matérias-primas sujeitas às oscilações do mercado internacional. Para reduzir essa exposição, o Estado precisa estimular a industrialização, ampliar o processamento da produção local e criar empregos com melhores salários, defendeu o deputado estadual Wilson Santos (PSD).

A cobrança foi feita durante audiência pública na Assembleia Legislativa sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027. Ao discutir os riscos fiscais, o secretário estadual de Fazenda, Fábio Pimenta, apresentou um cenário que levou o parlamentar a questionar o peso das commodities na arrecadação e a capacidade do Estado de sustentar o crescimento econômico diante de eventuais quedas nos preços internacionais.

Wilson argumentou que Mato Grosso tem condições de transformar uma parcela maior da própria produção, mas precisa de uma política pública que coordene esse processo. Para ilustrar a vulnerabilidade do modelo atual, citou a influência da Bolsa de Chicago e da demanda chinesa sobre o preço da soja. “Quem manda no preço da soja é a Bolsa de Chicago e a China. Nós dependemos muito mais deles do que nós”, afirmou. 

Pimenta concordou que a indústria deve ocupar posição estratégica no desenvolvimento estadual. Como exemplo, citou o processamento de milho, que, segundo ele, avançou a ponto de quase metade da produção mato-grossense ser transformada dentro do próprio Estado. O secretário também destacou as cadeias de carnes e biodiesel e afirmou que o governo busca diversificar as atividades econômicas.

Wilson, entretanto, ponderou que parte dessa expansão ocorreu por iniciativa da iniciativa privada, especialmente de investidores internacionais. “Esse é um grande risco que toda a economia voltada para produtos primários, voltada para a exportação, corre”, disse.

Fonte: DA REPORTAGEM

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