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Quarta Feira, 02 de Abril de 2025

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Desafios de administrar a maior potência do agronegócio

Em seu primeiro mandato, Ari Lafin foca na industrialização de Sorriso

11 de Maio de 2019 as 00h 00min

CLEMERSON MENDES

clemersonsm@msn.com

 

Uma cidade com 87 mil habitantes de acordo os dados apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O sétimo município mais povoado do de Mato Grosso, o quarto maior Produto Interno Bruto (PIB) do estado e o décimo terceiro da região Centro-Oeste.

Desde 2012 através do decreto 12.724 sancionado pela presidente Dilma Rousseff, tem o título de Capital Nacional do Agronegócio, com reconhecimento internacional, sendo o maior produtor individual de grãos do planeta.

Esse é o município de Sorriso que tem como prefeito Ari Lafin (PSDB), na metade de seu primeiro mandato e que tem o desafio de comandar essa cidade que é uma potência mundial no setor de agronegócio.

Essa foi a toada da entrevista concedida por Lafin ao Diário do Estado MT, para este caderno especial em comemoração aos 33 anos de emancipação política/administrativa de Sorriso.

Mesmo com o país em uma de suas maiores crises econômicas da história, o agronegócio vem sendo a base de sustentação não só de Mato Grosso, como também do Brasil e por sua notoriedade, Sorriso é o centro de tudo isso.

“É a responsabilidade de ser prefeito de Sorriso isso é bastante grande, eu digo que ela se triplica devido a esse desenvolvimento que faz mesmo com essa crise, uma região como a nossa faz com que sejamos uma ilha dentro de um processo, então isso faz com que todos os dias eu e o Gerson [Bicego, vice-prefeito], tenhamos que nos reinventar a cada dia e ficar muito focado na gestão, então ser prefeito de uma cidade como Sorriso, eu diria pra você é estar 24 horas atento, à disposição, exigindo de seu quadro [de servidores públicos] que cada dia mais esteja envolvido nesse processo”, declarou Lafin.

 

PRÓXIMOS PASSOS

Já consolidado no topo do setor do Agronegócio, Sorriso agora se prepara para um novo desafio, fazer do município um polo industrial. Com o agro fazendo sua parte, na visão do prefeito Lafin, agora chegou o momento de agregar valor, buscar a industrialização para que a mão de obra que na cidade está, tenha a oportunidade de também progredir.

A ideia do prefeito é que com a industrialização, a produção que já existe, ao invés de ir toda embora como matéria-prima, possa ficar no município, ser industrializado gerando mais recursos e empregos para a população.

Tudo impulsionará a arrecadação de Sorriso, possibilitando cada vez mais o investimento em outros setores, tornando Sorriso em uma pluralidade econômica.

“Com certeza hoje a nossa arrecadação e a potencialidade de negócio faz com que a gente realmente tenha condição de administrar a cidade de uma forma mais proativa e positiva. Porque essa cadeia de produção do agro faz com que a pessoa trabalhe, possa trazer o sustento para sua família pelo seu suor e fazer, porém, esse PIB que é apresentado ele tem uma concentração, a maioria das pessoas que vêm pra cá e as que aqui já estão necessitam de escolas, necessitam de saúde pública”, afirmou.

São nesses dois itens que a atual gestão vem concentrando seus esforços para garantir à população um atendimento de qualidade nessas que são duas das principais áreas de qualquer administração pública.

“Hoje nossa energia está depositada nessas duas grandes pastas, 35% para a educação e 30% para a saúde, são ao todo 65% da nossa arrecadação, destinados para essas duas áreas”, relatou.

 

REFERÊNCIA NA EDUCAÇÃO E NO ESPORTE

Durante a entrevista o prefeito Lafin revelou que está fazendo um plano de revitalização de todas as escolas e creches, ampliando também algumas salas de aulas. “Estamos também com laboratórios de informática de última geração em todas as escolas, com fibra óptica que serão entregues até o final do ano”, prometeu Lafin.

De acordo com o prefeito, uma linha de financiamento via Caixa Econômica Federal, está sendo buscada para a construção de uma escola de grande porte na região leste perto do bairro São Domingos para 900 alunos.

“Estive no Governo do Estado, esta semana, com o vice-governador Otaviano Pivetta, e provavelmente vamos receber a construção de uma escola no Residencial Mario Raiter. Então a nossa rede educacional está muito bem montada”.

Apesar do cenário favorito, o calcanhar de aquiles da administração vem sendo as creches. Segundo Lafin, o município por mais que tenha vontade e disposição, não consegue acompanhar o crescimento demográfico. “Hoje 1.500 crianças estão na fila, mas eu sou muito tranquilo em dizer que por Sorriso ser uma cidade crescente provavelmente essa fila demorará muito... ou talvez nunca será resolvida. Porque é uma cidade que cresce em média 7% a 8% ao ano, por mais que você construa creche, você sempre vai ter uma demanda, então temos que ser realistas, parar de vender ilusão e admitir a dificuldade”, justificou.

Atrelado à educação, o esporte funciona como um complemento da educação, além do lazer que proporciona, também evita que os adolescentes conheçam caminhos errados.

“Uma cidade que não investe no esporte não tem possibilidade de prosperar em outros sentidos. O aluno que estuda e tem a oportunidade de praticar esporte ele rende muito mais dentro da sala de aula e principalmente você gerando uma linha de proteção para a criança e o adolescente, nós apoiamos todas as atividades. A maioria dos pais, principalmente nos bairros, trabalham e não tem tempo de ficar com seu filho e é aí que entra o poder público, geração de proteção ao adolescente para ele não entrar no mundo das drogas”.

Mais do que lazer e prevenção, o esporte na cidade de Sorriso se tornou de alto rendimento em suas modalidades olímpicas, através do trabalho esportivo feito nas escolas o município sempre está protagonizando em competições nacionais e internacionais.

 

RELAÇÃO COM GOVERNO DO ESTADO E UNIÃO

Lafin diz ter um bom relacionamento com os executivos em âmbito estadual, como federal, acredita em ambos, mas a falta de dinheiro é um problema encontrado.

“Tenho um bom relacionamento com os dois, o problema é a falta de dinheiro. Estou aqui há dois ainda e confesso pra você que ainda não vi recursos estaduais e federais, pelas dificuldades que já vinham acontecendo [antes dos novos gestores tomarem posse em 2019], principalmente pela questão da corrupção, um dia ia estourar e calhou de estourar justo agora”, lamentou.

Pelo indicativo de corte dessas esferas a perspectiva é de que também não se tenha investimento nos próximos dois anos, mas isso não deve ser um problema para a cidade de Sorriso.

“Então por isso nós estamos administrando totalmente com gestão própria, então nós estamos fazendo com um pouco, muito, com recurso próprio. Mas o meu relacionamento é bom, não é momento de briga, é momento de entender a situação dos governantes e na medida do possível apoiar”, ponderou.

 

REELEIÇÃO

Falta pouco menos de 1 ano e meio para as eleições municipais, Ari Lafin tem ainda o direito de concorrer à reeleição, mas totalmente sereno faz questão de enfatizar que é sim um nome à disposição, mas que outros nomes dentro de seu grupo político têm condições de concorrer e que a definição só ficará mesmo para o ano que vem.

“Nós vamos analisar números, se os números apontarem que a gestão está bem e que há uma necessidade de que eu me coloque à disposição do processo, eu vou me colocar, eu gosto da política, e eu acredito que um líder não pode se acovardar. Se os números apontarem que a gestão não está boa, ou que eu não estou bem avaliado eu me recuo e dou um tempo”, avisou.

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