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Quinta Feira, 23 de Abril de 2026

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Desmatamento em 2021 é o maior dos últimos dez anos, aponta Imazon

Devastação em 2021 foi 29% maior que em 2020, segundo dados do instituto

19 de Janeiro de 2022 as 06h 32min

Vergonha: Mato Grosso foi o terceiro estado que mais desmatou – Foto: Divulgação

O desmatamento na Amazônia em 2021 foi o pior em dez anos, segundo divulgou nesta semana o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). De acordo com dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do órgão, que monitora a região com imagens de satélites, 10.362 km² de mata nativa foram destruídos de janeiro a dezembro do ano passado, o que equivale à metade do estado de Sergipe.

A devastação em 2021 foi 29% maior que no ano anterior, quando 8.096 km² de floresta foram destruídos e o desmatamento na Amazônia já havia registrado a maior área desde 2012, aponta o instituto.

A organização não governamental destaca em seu site que "o recorde negativo anual é extremamente grave diante das consequências dessa destruição", apesar de ter havido redução de 49% no desmatamento em dezembro de 2021 em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Em 2020, 276 km² haviam sido desmatados na região, área que foi reduzida para 140 km² em 2021.

Entre as consequências graves "estão a alteração do regime de chuvas, a perda da biodiversidade, a ameaça à sobrevivência de povos e comunidades tradicionais e a intensificação do aquecimento global", aponta o Imazon.

DEVASTAÇÃO

Quase metade da destruição registrada no ano passado ocorreu em florestas públicas federais, segundo o instituto, já que, após cruzamento de dados das áreas desmatadas com o banco de dados do Cadastro Nacional de Florestas Públicas do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), os pesquisadores observaram que 4.915 km² foram devastados dentro de territórios federais.

“Isso corresponde a 47% de todo o desmatamento registrado na Amazônia no ano passado. Apenas nessas áreas, a destruição aumentou 21% em comparação com 2020, sendo a pior em 10 anos”, constatou o Imazon.

Os territórios das unidades de conservação federais também registraram o pior nível de devastação da década, segundo o instituto. Essas áreas foram criadas para preservar a biodiversidade e os modos de vida sustentáveis de povos e comunidades, e tiveram devastação de 507 km² de mata nativa dentro dessas áreas protegidas, ou 10% a mais do que no ano anterior.

Nas florestas e unidades de conservação estaduais, também houve aumento da devastação. Nas florestas públicas estaduais, o desmatamento atingiu o maior nível acumulado da década, com um aumento de 26% em relação a 2020, diz o Imazon. Outro recorde negativo foi alcançado nas unidades de conservação estaduais, com destruição de 690 km², ou 24% a mais do que em 2020.

O Imazon apontou ainda que, dos nove estados que formam a Amazônia Legal, somente o Amapá não teve aumento do desmatamento em 2021 em comparação com 2020. "Além de superarem a devastação registrada no ano anterior, Acre, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins também tiveram as maiores áreas de floresta destruídas em dez anos", disse a organização.

No ranking de desmatamento em 2021 do órgão, Mato Grosso foi o terceiro estado que mais desmatou (1.504 km², um aumento de 38% em relação a 2020), seguido por Rondônia (1.290 km²) e Acre (889 km²) em área desmatada. Com 28% a mais de devastação, o Acre, no entanto, registrou o terceiro maior aumento em comparação com 2020.

Fonte: DA REPORTAGEM

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