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Desmatamento, mineração e queimadas aceleram degradação da biodiversidade

23 de Agosto de 2022 as 06h 00min

Hidrelétricas podem mudar os rios do bioma — Foto: Mayke Toscano

Impactos de modelos de desenvolvimentos e a destruição aceleraram a degradação do bioma do Pantanal. Conforme um levantamento da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase), o desmatamento, a mineração e a queimadas são fatores que intensificam esse processo.

O estudo foi publicado em julho e se refere ao ano passado. Entre os fatores analisados, a federação também cita os agrotóxicos, a remoção de vegetação e a construção de hidrovias no bioma.

Para a federação, o agronegócio se fortalece política e economicamente, o que tem causado danos irreversíveis ao Pantanal, seja pelos avanços de empreendimentos de mineração, hidrelétricas e monocultivos na planície pantaneira, ou pela ocupação do planalto, com impactos nas nascentes dos principais rios que formam o Pantanal como o Paraguai, o Cuiabá, o Seputuba e o São Lourenço.

Segundo os dados, a política de geração de energia através da construção de hidrelétricas também tem impacto direto sobre a região, por causar mudança na vazão dos rios que comprometem a dinâmica das águas das cheias e das estiagens.

“Obras e instalações para funcionamento da Hidrovia Paraguai-Paraná preveem grandes intervenções, desde dragagem, canalização, construção de portos, etc. Entre os impactos previstos estão a perda de biodiversidade e alteração na dinâmica ecológica de todo o ecossistema e a expulsão das comunidades ribeirinhas", disse.

Além da mudança nos rios, a mineração é bastante explorada já que a região é rica em diversos tipos de minerais, ouro e ferro. Os garimpos ilegais causam destruição ambiental, poluição do ar e das águas, impedimento à produção agrícola, mas também o adoecimento da população. Dentre os problemas da mineração, o risco constante do rompimento de barragens que liberam rejeitos nas comunidades e regiões próximas.

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a remoção da vegetação nativa nos planaltos para implementação de lavouras e de pastagens, sem considerar a aptidão das terras, e a adoção de práticas de manejo e conservação de solo, além da destruição de habitats, são fatores que aceleraram os processos erosivos no Pantanal.

“A consequência imediata tem sido o assoreamento dos rios na planície, o que tem intensificado as inundações com sérios prejuízos à fauna, flora e economia do Pantanal”, disse.

Conforme o estudo, os incêndios criminosos oriundas de ações humanas fazem parte de 98% das queimadas no bioma. As perdas das florestas por desmatamento e incêndios têm sido atribuídas às causas das mudanças climáticas e a consequente escassez hídrica, e tiveram forte repercussão internacional nos últimos anos.

“Este modelo de baseado na exploração desenfreada dos recursos naturais do avanço dos projetos do agronegócio, hidronegócio, e exploração mineral, uso abusivo de agrotóxicos tem colocado em risco a sociobiodiversidade pantaneira”, diz trecho do relatório.

Fonte: DA REPORTAGEM

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