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DESVIO NA EDUCAÇÃO: Segunda fase da Operação Overlap é deflagrada pelo Gaeco em Cuiabá
Na prefeitura o foco do mandado de busca e apreensão é no gabinete da procuradoria-geral
04 de Setembro de 2020 as 07h 00min
Foto: Divulgação
DA REPORTAGEM
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECCOR) e o Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO) deflagraram na quinta-feira (03) a segunda fase da Operação Overlap. Ao todo são cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, todos ligados ao Procurador-Geral do Município. Na Prefeitura de Cuiabá, o foco é o gabinete da procuradoria-geral.
As ordens judiciais foram deferidas pela juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 7ª Vara Criminal da Capital. A operação apura desvios ocorridos na Secretaria de Educação de Cuiabá. As diligências realizadas nesta quinta-feira são o desdobramento das análises das primeiras buscas e de denúncia apresentada, após a primeira fase da operação realizada em junho deste ano.
O Inquérito Policial foi iniciado após informações de que em 2017, o então secretário municipal de educação teria recebido valores indevidos por meio de suas empresas, sendo posteriormente detectado se tratar de empresas ligadas diretamente ao atual secretário no cargo.
Analistas identificaram que uma empresa contratada no ano de 2017 para a reforma da creche CMEI – Joana Mont Serrat Spindola Silva, localizada no bairro CPA III, em Cuiabá, teria como real proprietário o atual secretário municipal de educação, que foi o ordenador de despesas responsável por determinar a maior parte dos pagamentos relacionados ao contrato (178/2017).
As investigações indicam o cometimento dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e advocacia administrativa, cujas penas somadas ultrapassam os 20 anos de reclusão.
Para os delegados titulares das unidades envolvidas, Eduardo Augusto de Paula Botelho e Flávio Henrique Stringueta, a ação conjunta reforça o sentimento de unidade da Polícia Civil no combate à criminalidade.
Por parte do Gaeco, participam da operação dois promotores de Justiça, dois delegados e cinco policiais. Ao todo, são seis delegados da Polícia Civil e 20 policiais das unidades envolvidas.
O nome Overlap indica a sobreposição de itens licitados, pois as investigações apontaram duplicidade nas licitações identificadas, fazendo com que o município pagasse duas vezes pelo mesmo serviço.
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