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Diagnose assertiva de nematoide evita prejuízos
01 de Junho de 2023 as 06h 42min
Instituição realizará dia de campo nos dias 1 e 2 de junho – Foto: Divulgação
Assim como acontece em outras culturas, os nematoides geram muita dor de cabeça também para os cotonicultores.
É possível amargar muitos prejuízos por conta desses vermes tão pequenos, mas que podem reduzir drasticamente a produtividade da lavoura.
Para falar sobre esse e outros assuntos, a Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT) realiza nos dias 1 e 2 de junho, em Sapezal, a segunda etapa do Fundação MT em Campo 2ª Safra.
A nematologista e pesquisadora da instituição, Juliana Oliveira, esclarece que estes vermes além de causarem uma ação espoliativa, que ocorre quando um parasita se alimenta dos nutrientes metabolizados pela planta, ainda promove oportunidades a outros patógenos de também interferir no desenvolvimento. “As injúrias provocadas por eles podem servir como porta de entrada para patógenos oportunistas presentes no solo, que debilitam ainda mais a cultura”, alerta.
As principais espécies que acometem o algodão são Pratylenchus brachyurus, Meloidogyne incognita, Rotylenchulus reniformis e Aphelenchoides besseyi. E essa variedade de nematoides é um dos pontos que mais atrapalham na hora de controlá-los.
“O primeiro passo para um bom manejo de nematoide é saber qual ou quais espécies o produtor tem em sua propriedade, sem essa informação não é possível adequar as medidas necessárias a serem tomadas, a fim de minimizar os danos causados por estes agentes”, comenta a pesquisadora.
É neste momento que entra a diagnose assertiva do problema, com a análise nematológica que é importante por dois motivos. O primeiro deles, de acordo com a especialista, é o de monitorar a área em que há indícios de infestação e, o segundo, o de conhecer as suas áreas em relação à presença de fitonematoides.
“Aliado a isso, antes de realizar a amostragem precisamos levar em consideração o histórico de cultivo e de cultivares, o tipo de solo e a umidade em que este se encontra. Também orientamos que as amostras devem ser coletadas de preferência no ciclo anterior a um novo plantio, no período de florescimento da cultura ou o mais próximo dele”, aponta a pesquisadora.
Outra dica de Juliana é se atentar para que na ocasião da coleta o solo esteja com teor de umidade natural, evitando condições de encharcamento ou de ressecamento excessivo, e, “nunca se deve adicionar água ao volume de solo coletado”.
AMOSTRAGEM CERTEIRA
Para que a análise seja assertiva é necessário também, segundo a pesquisadora da Fundação MT, que haja cautela com alguns detalhes. Por exemplo, para a maioria dos nematoides, deve-se coletar solo e raízes, no entanto, para o nematoide Aphelenchoides besseyi o material a ser enviado ao laboratório são os e órgãos aéreos da planta.
“A profundidade para coleta deve ser de zero a 20 centímetros. Lembrando para que não se arranque as plantas a fim de não arrebentar as radicelas. Além disso, recomendamos que sejam feitas 15 subamostras a cada 30 hectares, para assim formar uma amostra composta”, pontua. Outras orientações são: coletar 30 gramas de raízes finas e ainda se certificar de que as raízes amostradas sejam mesmo do algodão.
Fonte: DA REPORTAGEM
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