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Quinta Feira, 01 de Outubro de 2026

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Disputa: Fagundes aposta em “voto silencioso” de servidores de MT

01 de Outubro de 2026 as 07h 27min

Senador diz haver pressão política sobre municípios - Foto: Assessoria

O senador Wellington Fagundes (PL), candidato ao governo de Mato Grosso, afirma que sua votação nas urnas poderá superar o desempenho indicado pelas pesquisas eleitorais. A aposta está no chamado “voto silencioso”, expressão usada pelo candidato para definir eleitores que evitariam revelar publicamente sua preferência por receio de pressões políticas.

Na avaliação de Wellington, o fenômeno estaria concentrado principalmente entre servidores públicos e lideranças municipais. O candidato afirma ter recebido relatos de prefeitos e aliados sobre supostas pressões para apoiar o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que disputa a reeleição.

A principal acusação envolve convênios e repasses de recursos estaduais aos municípios. Segundo Wellington, prefeitos teriam sido advertidos de que a liberação de verbas poderia ser prejudicada caso não manifestassem apoio à candidatura de Pivetta. “Há pressão em cima das lideranças. E os prefeitos reclamando para mim: ‘Wellington, estou só no faz de conta, porque eles estão pressionando. Se eu falar que voto contra, eles não entregam o convênio, não repassam o recurso’”, afirmou.

O senador sustenta que a pressão produziria uma diferença entre o comportamento público e o voto depositado na urna. Prefeitos e servidores, segundo seu relato, poderiam declarar apoio ao adversário para evitar retaliações, mas escolher outro candidato no momento da votação.

A acusação, porém, não é consensual entre as próprias lideranças municipais. Pivetta já negou o uso de convênios como instrumento de pressão política, e prefeitos ligados ao PL também contestaram a existência desse tipo de prática.

Wellington diz considerar a suposta exigência uma forma de utilização política da máquina pública. “Eles exigem que todos os prefeitos têm que apoiar, que senão não vai pagar o convênio. Sabe o que é isso? Abuso de poder político”, declarou.

O argumento também serve para explicar, na estratégia do candidato, uma eventual distância entre os números divulgados pelos institutos de pesquisa e o resultado da eleição. O voto silencioso, entretanto, é uma hipótese apresentada pela própria campanha e não pode ser mensurado antes da abertura das urnas.

Fonte: DA REPORTAGEM

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