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Sexta Feira, 03 de Abril de 2026

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EDUCAÇÃO ESPECIAL: MT possui 9.555 estudantes com algum tipo de deficiência

A inclusão desses estudantes foi discutida pela Câmara Setorial Temática da ALMT

02 de Junho de 2021 as 07h 00min

Foto: ANGELO VARELA

DA REPORTAGEM

 

Mato Grosso possui atualmente 9.555 estudantes com algum tipo de deficiência matriculados na rede pública estadual, sendo 814 com alterações do espectro do autismo. Os dados foram apresentados pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) nesta segunda-feira (31), durante reunião da Câmara Setorial Temática (CST) que discute políticas públicas para a inclusão efetiva das pessoas com deficiência no estado.

Para atender esses estudantes, a rede estadual de ensino conta com 368 salas de recursos multifuncionais e 128 intérpretes para atuar em conjunto com os professores. As informações estão incluídas na Política Estadual de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, apresentada pela professora doutora Glaucia Eunice Gonçalves da Silva, que integra a Coordenadoria de Educação Especial da Seduc. O documento aguarda parecer jurídico da Pasta e, posteriormente, será disponibilizado para consulta pública.

A presidente da Associação dos Amigos dos Autistas e da Criança Deficiente do Estado de Mato Grosso (AMA-MT), Helena Glaziela Barbieri Amaral, afirmou que atualmente a rede pública de ensino não oferece suporte adequado a estudantes com deficiência. “Seja qual for a modalidade que o estado vai ofertar, que seja com qualidade, porque nós estamos com nossos filhos excluídos duplamente. Eles já têm todas as dificuldades impostas pela deficiência, mais a deficiência que o estado impõe aos nossos filhos [...] O estado precisa dizer o que está fazendo, porque, se está fazendo alguma coisa, nós não conseguimos perceber”.

Vice-Coordenador do Programa de Mestrado em Educação Inclusiva da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Lucio José Dutra Lord, destacou a importância da formação dos professores que atuam, principalmente, nos primeiros anos da educação. “Nós ainda temos um número muito pequeno de crianças com laudo médico e o primeiro profissional que vai ter contato com essa criança é o professor. Muitas vezes a família não tem condições de identificar na criança alguma limitação ou deficiência, então a formação do professor é o carro-chefe”.

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