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Quarta Feira, 04 de Novembro de 2026

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Elefante Sandro se torna 1º macho de santuário que abriga 6 fêmeas

20 de Setembro de 2026 as 08h 33min

Sandro é o primeiro macho do Santuário dos elefantes em Chapada — Foto: PRF

O Santuário dos Elefantes Brasil (SEB), em Chapada dos Guimarães, recebeu nesta sexta (18) um novo morador: o elefante Sandro. Marcado por uma curiosidade que pode ser percebida de longe, ele se tornará o primeiro macho a viver na propriedade, que atualmente abriga seis fêmeas. Depois de mais de quatro décadas no Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba/SP, o elefante Sandro, 54 anos, deixou a cidade quarta (16) com destino ao santuário.

A chegada de Sandro dá início a uma nova etapa na rotina do santuário. Embora vá dividir o santuário com as fêmeas, o animal não ficará no mesmo recinto que elas. A dinâmica inclui a separação física, mas permite que eles se vejam, sintam o cheiro uns dos outros e se comuniquem por meio de vocalizações.

A decisão de manter Sandro em um espaço próprio atende a dois fatores principais: a reprodução do comportamento natural da espécie e a política de não reprodução do santuário. 

Segundo o presidente do SEB, Raphael Bontempi, na natureza, machos adultos não vivem integrados às manadas, que possuem uma estrutura estritamente matriarcal. “Os machos não vivem nas manadas. Eles vivem sós ou em pequenas manadas de machos. Quando começam a ficar adultos, as fêmeas da manada os colocam para correr. A gente tem uma sociedade matriarcal”, explica.

Outro ponto fundamental é o controle populacional. Duas das fêmeas do santuário, Guilhermina e Baby, têm idade reprodutiva compatível com a de Sandro. No entanto, o nascimento de filhotes vai contra os princípios da instituição, além de envolver regras jurídicas e de licenciamento.

“Eles são animais exóticos, ou seja, não são daqui. Então, se nasce um filhote, ele vai crescer em cativeiro. Não é uma lógica que a gente quer perpetuar. É o contrário da proposta do santuário”, ressaltou o presidente.

Mesmo no recinto separado, Sandro terá contato visual constante com as fêmeas e conseguirá sentir o cheiro do grupo. Caso a interação entre eles seja positiva, a equipe estuda permitir aproximações supervisionadas.

“Ele vai ter contato visual com elas, necessariamente. Ele vai sentir todos os cheiros. E, dependendo da interação, a gente até pode colocar eles próximos da cerca juntos para tocar tromba. Jamais algum contato sem proteção”, garante Raphael.

Antes de ter a transferência aprovada para Mato Grosso, Sandro passou boa parte da vida em cativeiro. Ele viveu em um circo e, posteriormente, foi levado para o Zoológico de Sorocaba. No zoológico, dividiu o recinto durante anos com a elefanta Haisa. Com a morte da companheira, há cerca de seis anos, Sandro passou a viver completamente sozinho.

Segundo Raphael, embora já tenha convivido com outros animais da mesma espécie no passado, esta será a primeira vez que ele estará em um ambiente com tantas fêmeas por perto. Segundo ele, a expectativa da equipe do santuário é que Sandro desenvolva gradualmente maior autonomia no novo espaço, que conta com vegetação variada, terra, árvores e lago.

Fonte: DA REPORTAGEM

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