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Domingo, 11 de Outubro de 2026

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Emancipação do campus da UFMT Sinop pode gerar mais autonomia e desenvolvimento regional

28 de Agosto de 2026 as 04h 36min

Cobrança pela emancipação do campus Sinop da UFMT – Foto: Divulgação

A trajetória de 20 anos do Campus Sinop da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) reacende o debate sobre a possibilidade de emancipação da unidade, transformando-a em uma universidade federal independente.

Para o vice-prefeito de Sinop, Paulinho Abreu, a estrutura construída ao longo dessas duas décadas já oferece condições para que o município avance nessa direção, ampliando a autonomia e a capacidade de crescimento da instituição.

Durante as comemorações pelos 20 anos do Campus Sinop da UFMT, o vice-prefeito defendeu que a emancipação pode contribuir para a criação de novos cursos, ampliação da infraestrutura e aplicação de recursos de maneira mais independente.

“Hoje, a UFMT Campus de Sinop se concretizou. São 20 anos já de história, de estruturação, e está preparada, sim, para uma emancipação, com certeza, para poder crescer ainda mais, ter uma independência para a criação de novos cursos, para a aplicação de recursos, desvinculando talvez uma certa burocracia que tem, estando vinculada ao campus da UFMT da sede, Cuiabá”, afirmou Paulinho.

Como exemplo, Abreu citou a experiência de Rondonópolis, onde a antiga unidade da UFMT foi emancipada e deu origem à Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), em 2018. Segundo ele, o processo demonstra o potencial de expansão que uma universidade independente pode alcançar.

“Um exemplo disso é Rondonópolis, que saiu de 19 cursos para 39 cursos após a emancipação da então Universidade, que hoje é referência. Nós também, após esses 20 anos de criação de cursos aqui na nossa cidade, temos, sim, o direito e o dever de cobrar e lutar por essa bandeira, que é a emancipação do campus, criando a Universidade Federal do Norte de Mato Grosso”, destacou.

A experiência de Rondonópolis foi partilhada pelo vice-reitor da UFR, Renato Wasques. Para ele, a autonomia conquistada pela instituição permitiu avanços significativos na oferta de cursos, infraestrutura e produção científica.

“Nós lá de Rondonópolis, que também já fomos campus universitário da Universidade Federal de Mato Grosso, conquistamos a independência, a autonomia em 2018, e desde então temos trabalhado arduamente para expandir a oferta de novos cursos, a ampliação da infraestrutura e a consolidação da ciência e tecnologia em MT”, explicou.

Renato destaca que, desde a emancipação, a UFR praticamente dobrou a quantidade de cursos de graduação e ampliou os investimentos em estrutura física e pós-graduação.

“A emancipação só trouxe benefícios. Para vocês terem uma ideia, quando éramos campus, tínhamos 19 cursos de graduação. Estamos passando agora para 39 cursos, 20 novos cursos em menos de uma década. E, nesse período, já investimos cerca de R$ 86 milhões em novos prédios, novos laboratórios, e também ampliamos a oferta de cursos de pós-graduação a nível de mestrado e doutorado”, ressaltou.

Para ele, a criação de uma nova universidade federal em Sinop também representaria um avanço para todo o Estado, considerando a extensão territorial de Mato Grosso e a necessidade de ampliar o acesso ao ensino superior, à pesquisa e à inovação.

“Seria mais uma Universidade Federal para Mato Grosso, que é de dimensão continental. Um estado tão grande, a gente precisa, sim, pensar nessa ampliação, em novas Universidades Federais, porque quem ganha é a população do nosso Estado”, afirmou.

Com duas décadas de atuação, o Campus Sinop reúne atualmente uma estrutura consolidada de ensino, pesquisa e extensão e desempenha papel estratégico na formação de profissionais e no desenvolvimento científico da região Norte de Mato Grosso. A possibilidade de emancipação, defendida por lideranças locais e inspirada na experiência de Rondonópolis, coloca em discussão um novo capítulo para a educação superior no município e para o desenvolvimento regional.

Fonte: DA REPORTAGEM

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