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Sexta Feira, 03 de Julho de 2026

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EM COMUM: Startup quer aproximar produtor e investidor para salvar Amazônia

Castanheira na reserva legal comunitária do assentamento Vale do Amanhecer, em Juruena

25 de Abril de 2021 as 10h 00min

Foto: AB

DA REPORTAGEM

 

A startup brasileira Coill criou uma plataforma para viabilizar a preservação ambiental da Amazônia por meio do financiamento de investidores a pequenos produtores do bioma. Tido como um dos setores mais promissores da economia global, a bioeconomia pode ajudar o Brasil a reduzir dependência externa.

O agricultor precisa cadastrar sua área preservada dentro das regras ambientais e, a partir disso, a Coill media a negociação com um investidor, que adota um hectare desta terra por um valor de 27 centavos de dólares por dia, totalizando 100 dólares por ano.

“A Amazônia precisa ser preservada, mas não podemos fechar os olhos para o pequeno produtor, que acaba tendo grande parte de sua terra sem uso. Então, criamos uma forma de ajudar as duas pontas do problema: trazendo investidores para incentivar a preservação obrigatória dessas áreas”, comenta Fábio Marques, CEO da Coill, agrofintech que incentiva a adoção de florestas.

A preservação da Amazônia tem sido tema de debates nos últimos anos. O desmatamento da floresta despertou a atenção não somente dos brasileiros, mas do mundo todo. O último levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), apontou que entre o período de agosto de 2019 até julho de 2020 houve um total de 11.088 km² de área desmatada.

De acordo com o estudo da Imazon, 20,3 milhões de pessoas vivem no bioma amazônico, sendo mais de 30% delas morando em áreas rurais, em sua maioria tornando-se um pequeno produtor.

“Tendo sua terra regularizada, ele consegue ter mais essa renda, além de sua produção. Para que possa disponibilizar sua floresta para adoção, é preciso estar de acordo com a lei, então trazemos esse incentivo para que preservem a Amazônia”, explica o CEO da Coill.

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