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Quarta Feira, 25 de Março de 2026

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EM MATO GROSSO: Abate precoce de bovinos aumenta 800% em 14 anos

Foco é atender mercados como a China

07 de Dezembro de 2020 as 07h 24min

Foto: Divulgação

DA REPORTAGEM

 

O ano de 2020 vai chegando ao fim com a tendência confirmada de redução no abate de bovinos mais velhos, com mais de 36 meses. Em 2006, o estado de Mato Grosso chegou a ter 65% do volume total de abates feitos com animais nessa faixa etária. Nestes últimos 14 anos, tem ocorrido uma grande queda nesse percentual, que desde 2019 está em 31% – uma redução de 78%.

Os animais com faixa etária compreendida entre 24 e 36 meses respondem, atualmente, por 51% do volume anual de abates em Mato Grosso. De 2006 para cá, esse índice aumentou 54%. Embora considerável, não se compara com os 800% de incremento registrado pelos bovinos com menos de 24 meses, cujo percentual atual é de 18% – tendo sido de 2% em 2006.

Os dados são do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) e refletem a resposta rápida do mercado da carne bovina do estado para atender uma demanda cada vez mais clara por parte do mercado externo. Um exemplo é a China. Atento à segurança sanitária, o governo chinês definiu um requisito técnico para a importação de carne bovina que acaba resultando na procura por animais mais novos. “Atualmente, a China possui um requisito, decorrente das medidas de prevenção à encefalopatia espongiforme bovina (EEB), de que todo bovino a ser abatido para a exportação de carne a este país tenha, no máximo, 30 meses de idade”, explica Jean Carlo Cury Manfredini, médico veterinário e adido agrícola em Pequim. Até outubro de 2020, o bloco formado por China e Hong Kong respondeu por 56% das exportações totais de carne bovina mato-grossense.

Para que o abate precoce signifique, de fato, uma carne com qualidade superior, todo o ciclo produtivo é modificado – da reprodução à embalagem do produto final. “Não basta ‘apenas’ abater mais cedo: é preciso que os animais mais jovens tenham ganho de carcaça”, explica Bruno de Jesus Andrade, diretor de Operações do Instituto Mato-grossense de Carne (Imac).

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