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Encefalomielite viral mata 85 a cada 100 equinos afetados

10 de Agosto de 2022 as 09h 00min

Doença pode ser transmitida para os seres humanos – Foto: Divulgação

A encefalomielite é uma das enfermidades mais graves que pode acometer os equinos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde Animal, o problema está na lista de doenças de importância socioeconômica e, com um agravante: pode ser transmitido para os seres humanos.

“A encefalomielite causa sérios prejuízos econômicos aos criadores, provocando, inclusive, baixa no potencial genético dos equinos, afetando o seu bem-estar e até causando a morte dos animais”, explica o médico veterinário Thales Vechiato, gerente de produtos para grandes animais na Syntec do Brasil.

Segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária, a enfermidade tem taxa de mortalidade equivalente a 85% dos animais acometidos. Ou seja, a cada 100 cavalos com encefalomielite 85 morrem.

A doença pode se apresentar de três maneiras: a encefalomielite do leste (EEL), a encefalomielite do oeste (EEO) e, a mais grave, a encefalomielite venezuelana (EEV). Todas apresentam os mesmos sintomas: febre, anorexia e rigidez muscular, além dos mais graves: o comprometimento da coordenação motora e a alteração comportamental – tanto causando agitação quanto prostração.

De acordo com Thales Vechiato, os animais acometidos apresentam problemas neurológicos que evoluem de maneira rápida, podendo prejudicar até os equinos mais fortes e resistentes que não estejam imunizados.

O especialista da Syntec explica que não existe tratamento específico para a doença, apenas suporte para que o animal sofra menos. “Alguns conseguem se recuperar, no entanto, são raros os casos em que não há sequelas. A profilaxia e a prevenção, por meio de vacinação, é a melhor maneira de evitar que o plantel sofra com a encefalomielite”.

Para auxiliar na prevenção da encefalomielite equina, a Syntec do Brasil incorpora ao seu portfólio a nova vacina Encefalotec equi. O imunizante é composto pelo vírus da encefalomielite do leste e do oeste e toxóide tetânico, inativados pelo formaldeído e adsorvidos por gel de hidróxido de alumínio, podendo ser aplicado a partir dos três meses de idade, com repetição anual da dose.

“A vacinação deve ser feita em potros, a partir dos três meses, sendo essa primeira aplicação em três doses, as quais devem ser feitas no intervalo de 2 a 4 semanas. Em animais adultos com primo vacinação, devem ser administradas duas doses com intervalo entre 2 a 4 semanas. Em ambos os casos, a revacinação deve ser feita anualmente”, finaliza o gerente da Syntec.

Fonte: DA REPORTAGEM

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