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Endividamento em alta e inadimplência em queda dos cuiabanos acompanha ritmo nacional
05 de Outubro de 2021 as 17h 13min
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e que traz um recorte da capital mato-grossense, apresentou resultados semelhantes à da média nacional no mês de setembro, com aumento no número de endividados e queda dos inadimplentes.
Segundo a análise do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio em Mato Grosso (IPF-MT), os números já eram esperados e seguem esta tendência há dois anos.
Conforme dados de setembro do ano passado, 70,2% das famílias em Cuiabá possuíam dívidas parceladas (cartão de crédito, carnês, empréstimos e financiamentos). Este percentual subiu para 75,5% em setembro de 2021.
Já com relação ao número de inadimplentes, a organização orçamentária e o controle das despesas entre os cuiabanos ajudaram na queda de 37,5% para 33% no número de famílias com contas em atraso e de 14,3% para 8,3% para aquelas que declararam não ter condições de pagá-las.
No país, 74% dos brasileiros estão endividados. Na contramão, a inadimplência apresenta os seguintes resultados: 25,5% possuem contas em atraso e 10,3% disseram que não terão condições de pagá-las.
O presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, destaca os números do estudo ‘Onde Investir em Mato Grosso’, lançado em agosto, que ajudam a explicar o resultado atual da pesquisa da CNC.
“A queda da inadimplência na capital, com certeza, reflete no estado de Mato Grosso, pois estamos vivendo um bom momento da economia local. O setor do agro ajuda a impulsionar as demais cadeias produtivas, facilitando o acesso ao crédito e, inclusive, aumentando as vendas no varejo”.
O uso do cartão de crédito, como principal tipo de dívida das famílias em Cuiabá, subiu de 72,8% em agosto para 75,2% em setembro. No mesmo período do ano passado, era apenas 69%. O uso de boletos aumentou 1,5 ponto percentual e atinge 35% das famílias na capital, além de responder pelo segundo maior tipo de dívida. Houve queda no comparativo anual, quando representava 37,1%.
Com relação à parcela da renda comprometida com dívida, a pesquisa atual registra que as famílias têm 25,4% da renda familiar vinculada às contas. O percentual está maior na variação mensal e anual da pesquisa, com 24,7% e 23,2%, respectivamente.
Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA
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