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Domingo, 11 de Outubro de 2026

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Entenda como o TSE testa as urnas eletrônicas antes das eleições

08 de Setembro de 2026 as 08h 10min

Antes de cada eleição, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) promove uma série de testes públicos para tentar identificar falhas nos sistemas eleitorais. Um exemplo é o chamado Teste de Segurança, iniciativa que permite a especialistas em computação e a qualquer cidadão brasileiro maior de 18 anos tentar encontrar vulnerabilidades nos sistemas usados nas urnas eletrônicas.

Um dos principais alvos dos testes é o código-fonte dos sistemas da urna. É o conjunto de instruções que determina como o software deve funcionar. Segundo o TSE, desde a primeira edição do teste, em 2009, nenhum participante conseguiu encontrar uma falha capaz de comprometer o sigilo do voto ou o resultado de uma eleição. Desde a primeira eleição com urnas eletrônicas, nunca houve um caso de fraude no equipamento.

Em uma série de 50 vídeos, o g1 vai explicar os principais temas das eleições de 2026. Os conteúdos mostram como funcionam as pesquisas, explicam o papel dos cargos em disputa e o funcionamento do Congresso, e trazem orientações práticas para votar. A série também aborda o impacto das novas tecnologias na campanha, como inteligência artificial, deepfakes e influenciadores. O teste público de segurança é apenas um dos mecanismos de verificação usados pela Justiça Eleitoral. Confira as principais etapas do processo:

Inspeção do código-fonte
Um ano antes da eleição, os códigos-fonte dos sistemas eleitorais são abertos para análise. Entidades autorizadas podem examinar os códigos, acompanhar o funcionamento dos sistemas e solicitar esclarecimentos ao TSE.

Assinatura digital e lacração
Mais próximo da votação, as urnas que serão utilizadas passam por um processo de assinatura digital e lacração. A partir desse momento, qualquer alteração nos programas pode ser identificada.

Teste de integridade
No dia da eleição, algumas urnas são sorteadas para passar pelo teste de integridade. Na véspera, representantes de entidades e partidos preenchem cédulas de papel com votos e as depositam em uma urna de lona. No dia da votação, os mesmos votos são digitados na urna eletrônica sorteada para o teste — todo o processo é acompanhado e filmado.

Ao final, é feita a comparação entre o resultado registrado pela urna eletrônica e os votos preenchidos nas cédulas de papel. É assim que se verifica, na prática, se o equipamento registra e contabiliza corretamente os votos.

Zerésima e boletim de urna
Antes do início da votação, cada urna emite a chamada "zerésima", documento que comprova que o equipamento começou o dia sem nenhum voto registrado.

Ao final da votação, a urna emite o boletim de urna, com os totais de votos recebidos por cada candidato e partido, além dos votos brancos e nulos. Uma cópia do boletim é afixada na seção eleitoral, e o documento traz um QR Code que pode ser lido por qualquer pessoa, permitindo comparar o resultado daquela urna com os dados publicados posteriormente pelo TSE.

30 anos de urna eletrônica
O sistema de votação eletrônica não é recente: a urna eletrônica completou 30 anos em 2026. Desde sua estreia, foram realizadas 15 eleições informatizadas no Brasil — a de outubro será a décima-sexta.

Fonte: DA REPORTAGEM

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