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Quinta Feira, 09 de Abril de 2026

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Entenda como se forma no campo a inflação dos alimentos

21 de Agosto de 2021 as 08h 30min

Em 12 meses, grupo teve alta de 13,25% nos preços para o consumidor – Foto: Divulgação

A pressão sobre os preços dos alimentos reflete uma sequência de fatores que vai desde o dólar alto até os recentes prejuízos com a seca e as geadas no país. Juntos, os ingredientes elevam os custos de produção no campo e ameaçam o bolso das famílias nas cidades.

No acumulado de 12 meses até julho, a inflação do grupo de alimentos e bebidas subiu 13,25% para os consumidores no país. O dado integra o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O índice geral de inflação avançou 8,99% no mesmo período.

Após o baque inicial da pandemia, em 2020, houve uma corrida por commodities agrícolas no mercado internacional, pressionando os valores de itens como soja e milho. Em paralelo, a desvalorização do real frente ao dólar contribuiu para deixar as cotações dos produtos em patamar ainda mais elevado. A situação se refletiu nos preços finais dos alimentos.

Fertilizantes estão entre as mercadorias com avanço nos preços. Esses produtos, também chamados de adubos, fornecem nutrientes para o desenvolvimento das plantas nas lavouras. O MAP (fosfato monoamônico), por exemplo, teve alta de 92,2% entre julho de 2020 e igual mês de 2021, indicam dados da consultoria GlobalFert.

"A demanda por fertilizantes, desde o final do ano passado, ficou aquecida. Houve impacto de outros fatores importantes, como o dólar, já que importamos muito no país", explica Juliana Lemos, analista-chefe da GlobalFert.

Se não bastasse o aumento nos insumos relacionado à demanda e ao câmbio, variações climáticas também afetaram a produção de alimentos no Brasil nos últimos meses. A seca prolongada, seguida pelo registro de geadas em julho, danificou plantações nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Culturas como milho, café e hortaliças foram impactadas.

Os estragos, dizem analistas, geram uma pressão adicional para os preços nas gôndolas dos supermercados. A dúvida é saber o nível e a velocidade dos repasses ao longo da cadeia produtiva.

"Neste ano, a agricultura foi atrapalhada pela estiagem, e as geadas também destruíram produtos que iriam logo para o mercado, como hortaliças", diz Cláudio Brisolara, gerente do departamento econômico da Faesp (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo).

A recente onda de frio intenso afeta ainda a pecuária. Com as geadas, pastagens foram perdidas, e a alimentação do gado precisa ser feita com rações e suplementos. A substituição aumenta os custos para os produtores e deve pressionar os preços de carnes e leite.

O preço do leite, aliás, disparou no campo. Conforme o Cepea, o valor pago ao produtor em julho chegou a R$ 2,3108 por litro no país. É o recorde real –que leva em conta a inflação– da série histórica, com dados desde 2005.

Fonte: MÍDIANEWS – com FolhaPress

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