Olá! Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.

Segunda Feira, 29 de Junho de 2026

Noticias

Entidades não descartam uma nova greve dos caminhoneiros

Um dos principais motivos é são as sucessivas altas de combustíveis

08 de Julho de 2021 as 07h 00min

Caminhoneiros descontentes podem promover greve – Foto: Cenário MT

Uma nova paralisação dos caminhoneiros foi convocada pelo Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) para acontecer no dia 25 de julho, data em que é comemorado Dia de São Cristóvão, padroeiro dos motoristas. Porém, as entidades que representam a categoria em Mato Grosso ainda estão reticentes quanto à possibilidade de que ela realmente ocorra. Mesmo assim, a insatisfação (principalmente com sucessivos aumentos nos combustíveis) é geral.

O primeiro reajuste de combustíveis - 6% para gasolina e GLP e 3,7% para o diesel - da gestão do general Joaquim Silva e Luna na Petrobras pegou os caminhoneiros de surpresa e aumentou a insatisfação da categoria. Apesar de ter baixo impacto na inflação oficial (IPCA), a alta do diesel afeta toda a cadeia produtiva, que depende do frete rodoviário para distribuição no país.

O presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado de Mato Grosso (Sindicam), Roberto Pessoa Costa, disse que, por enquanto, não tem nada definido. “Porém, se o óleo diesel continuar a subir e o governo não fizer alguma coisa para conter esses aumentos abusivos, não tem como não parar, porque o frete não supri os aumentos sucessivos do diesel”.

“O frete está muito defasado, mesmo no piso mínimo ele não consegue acompanhar os aumentos. Tivemos o aumento nas refinarias ontem, mas também teve a subida da energia. A verdade é uma só, eles [governantes] não sabem o que fazer para tomar dinheiro do povo. Até o sol estão querendo taxar”, completou Pessoa.

O diretor executivo da Associação das Empresas do Transporte de Carga de Mato Grosso (ATC), Miguel Mendes, também confirma a insatisfação da categoria. Porém, acredita que ainda não é o momento para que uma greve, como a de 2018, ocorra, principalmente em um período pandêmico.

“No atual momento, acredito que não deve ter. Há uma insatisfação muito grande, principalmente pelos preços dos combustíveis, que consome 50% do valor dos fretes. Isso tem causado insatisfação, mas não ao ponto de sensibilizar para uma grande manifestação igual houve em 2018”, explicou;

A pandemia é um dos entraves para que, neste momento, a greve de 25 de julho se concretize. “Quem fizesse isto agora, seria hostilizado. Porque uma paralisação neste momento traria consequências catastróficas para o país. É um momento que todos tentam se recuperar na economia. Tem fabricas parando por falta de peças, componentes. Vir com uma paralisação nacional, o efeito seria devastador”.

GREVE DE 2018
Com a reinvindicação da redução no valor do diesel, a greve dos caminhoneiros durou cerca 10 dias e causou escassez de combustíveis e elevou o preço dos alimentos.

No 9º dia de manifestação, o Exército Brasileiro e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) precisaram usar a força para desobstruir a entrada de Cuiabá, na BR-364.

Balas de borracha e bombas de efeito moral foram usadas para dispersar caminhoneiros que estavam trancando a passagem de veículos.

Fonte: DA REPORTAGEM - Olhar Direto

Veja Mais

CMN passa a exigir fotos com localização comprovada

Publicado em 29 de Junho de 2026 ás 12h 14min


Agro tem tecnologia, mas ainda perde eficiência na aplicação de defensivos

Publicado em 29 de Junho de 2026 ás 10h 15min


Republicanos condiciona apoio a Flávio ao PL apoiar Pivetta

Publicado em 29 de Junho de 2026 ás 08h 20min


Jornal Online

Edição nº1828 - 27a28/06/2026