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Segunda Feira, 06 de Abril de 2026

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Entidades não descartam uma nova greve dos caminhoneiros

Um dos principais motivos é são as sucessivas altas de combustíveis

08 de Julho de 2021 as 07h 00min

Caminhoneiros descontentes podem promover greve – Foto: Cenário MT

Uma nova paralisação dos caminhoneiros foi convocada pelo Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) para acontecer no dia 25 de julho, data em que é comemorado Dia de São Cristóvão, padroeiro dos motoristas. Porém, as entidades que representam a categoria em Mato Grosso ainda estão reticentes quanto à possibilidade de que ela realmente ocorra. Mesmo assim, a insatisfação (principalmente com sucessivos aumentos nos combustíveis) é geral.

O primeiro reajuste de combustíveis - 6% para gasolina e GLP e 3,7% para o diesel - da gestão do general Joaquim Silva e Luna na Petrobras pegou os caminhoneiros de surpresa e aumentou a insatisfação da categoria. Apesar de ter baixo impacto na inflação oficial (IPCA), a alta do diesel afeta toda a cadeia produtiva, que depende do frete rodoviário para distribuição no país.

O presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado de Mato Grosso (Sindicam), Roberto Pessoa Costa, disse que, por enquanto, não tem nada definido. “Porém, se o óleo diesel continuar a subir e o governo não fizer alguma coisa para conter esses aumentos abusivos, não tem como não parar, porque o frete não supri os aumentos sucessivos do diesel”.

“O frete está muito defasado, mesmo no piso mínimo ele não consegue acompanhar os aumentos. Tivemos o aumento nas refinarias ontem, mas também teve a subida da energia. A verdade é uma só, eles [governantes] não sabem o que fazer para tomar dinheiro do povo. Até o sol estão querendo taxar”, completou Pessoa.

O diretor executivo da Associação das Empresas do Transporte de Carga de Mato Grosso (ATC), Miguel Mendes, também confirma a insatisfação da categoria. Porém, acredita que ainda não é o momento para que uma greve, como a de 2018, ocorra, principalmente em um período pandêmico.

“No atual momento, acredito que não deve ter. Há uma insatisfação muito grande, principalmente pelos preços dos combustíveis, que consome 50% do valor dos fretes. Isso tem causado insatisfação, mas não ao ponto de sensibilizar para uma grande manifestação igual houve em 2018”, explicou;

A pandemia é um dos entraves para que, neste momento, a greve de 25 de julho se concretize. “Quem fizesse isto agora, seria hostilizado. Porque uma paralisação neste momento traria consequências catastróficas para o país. É um momento que todos tentam se recuperar na economia. Tem fabricas parando por falta de peças, componentes. Vir com uma paralisação nacional, o efeito seria devastador”.

GREVE DE 2018
Com a reinvindicação da redução no valor do diesel, a greve dos caminhoneiros durou cerca 10 dias e causou escassez de combustíveis e elevou o preço dos alimentos.

No 9º dia de manifestação, o Exército Brasileiro e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) precisaram usar a força para desobstruir a entrada de Cuiabá, na BR-364.

Balas de borracha e bombas de efeito moral foram usadas para dispersar caminhoneiros que estavam trancando a passagem de veículos.

Fonte: DA REPORTAGEM - Olhar Direto

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