Olá! Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.

Quinta Feira, 02 de Abril de 2026

Noticias

ESPAÇO DO CINEMA: ‘O céu da meia-noite’ é filme sobre arrependimento, redenção e esperança

Ficção científica estrelada e dirigida pelo ator George Clooney está disponível na Netflix

02 de Maio de 2021 as 09h 39min

 Filme de George Clooney foi filmado antes da pandemia – Foto: Divulgação

DA REPORTAGEM

 

George Clooney deu sorte. O ator terminou a gravação de “O céu da meia-noite”, novo filme que dirige e estrela, no final de fevereiro de 2020 – pouco antes de praticamente todas as produções do mundo serem obrigadas a pararem por causa da pandemia de Covid-19.

“Voltamos e eles disseram: ‘Esse negócio de Covid é bem real, e talvez tenhamos de encerrar. Mas não se preocupe, só afeta os mais velhos'. E eu falei: 'Ah, só os mais velhos...'. E eles: 'É. Pessoas com mais de 55 anos'. E eu: 'O que? Mais velhos?'”, conta rindo o ator durante entrevista coletiva. A adaptação do livro de mesmo nome escrito por Lily Brooks-Dalton ainda segue disponível na Netflix.

No filme, Clooney interpreta um cientista no Ártico em um futuro próximo, solitário durante uma catástrofe que dizimou a maior parte da população mundial. Ele luta contra uma doença terminal e as forças da natureza para avisar a tripulação de uma nave espacial, prestes a retornar à Terra após a primeira viagem a uma lua habitável, que o planeta perdeu a luta pela sobrevivência.

Com isso, o público acompanha os esforços do protagonista solitário no meio do gelo e da neve ao mesmo tempo em que assiste aos astronautas superarem seus últimos desafios na volta a um lar condenado.

 

CRÍTICA

Apesar do apelo em ficção científica, a produção deposita um ritmo mais dinâmico no núcleo do espaço, que encontra obstáculos já bem familiares para filmes de gênero: falta de comunicação, chuva de meteoros, uma expedição para fora da nave, um radar quebrado.

E enquanto Clooney acerta muito bem no visual, que chama atenção especialmente por ser uma produção de streaming, nada das aventuras dos astronautas compensa em seu contexto. É apenas no desfecho de sua história que Sully e cia. evidenciam uma conexão com o tema do filme, passando grande parte da trama desviando nossa atenção do tom mais encantador de O Céu da Meia-Noite.

A produção é repleta de acertos. A escolha de escalar um outro ator para viver o jovem Clooney ao invés de apostar na tecnologia de rejuvenescimento é ótima (o longa fez um trabalho de combinação vocal de Clooney e Ethan Peck que é surpreendente e inovador), e a habilidade de retratar a falta de gravidade nas cenas de espaço é chamativa. Mas o brilho real na história de Clooney está em cada vez que o longa medita e leva consigo seu telespectador. Sem as distrações de histórias que já vimos antes, O Céu da Meia-Noite é um filme quieto, que retrata lindamente a sensação de isolamento.

 

BOX

“Não Fale com Estranhos” convence com

segredos, mentiras e... mais segredos

 

Foto: Série britânica vale a pena ser maratonada – Foto: Divulgação

 

Há certo fetiche nos suspenses que quebram o status quo da família de classe média comum. No início, todos estão felizes, vivendo suas vidas normalmente, até que um acontecimento vira tudo de cabeça para baixo. Um assassinato, um segredo revelado, um desaparecimento: tudo já serviu como estopim para iniciar uma grande investigação que prenderá o público. Pois bem, Não Fale Com Estranhos, série da Netflix baseada no best-seller homônimo de Harlan Coben, reúne todos esses ingredientes.

Não Fale Com Estranhos se aproveita da escolha acertada de ser adaptada como uma minissérie. O autor, produtor-executivo e supervisor do roteiro, encaixou os oito episódios como um quebra-cabeça.

Essa é uma história em que no começo tudo são flores. Adam Price (Richard Armitage) é o pai de uma família da classe média britânica que tem uma vida perfeita: casado com uma esposa que o ama, bem-sucedido no trabalho e tem um excelente relacionamento com os filhos. Tudo estava bem até que uma bela mulher desconhecida (Hannah John-Kamen) aparece e revela a ele um segredo capaz de acabar com o seu casamento. Paralelo a isso, também conhecemos a detetive Johanna Griffin (Siobhan Finneran), uma mulher recém-divorciada e em vias de se aposentar. Sem saber o que fazer com a sua vida, ela programa uma viagem há muito tempo desejada com sua melhor amiga. O problema é que, dias após decidirem partir, a amiga é encontrada assassinada dentro de seu próprio restaurante. Soma-se uma alpaca decapitada e um adolescente encontrado nu e inconsciente no meio da floresta. Pronto - a curiosidade foi atiçada.

A partir daí, novos segredos, mentiras e mais segredos são revelados como uma chuva de plot twists. Além do próprio Adam, quase todos do elenco secundário, que tem bons nomes como Paul Kaye e Stephen Rea, possuem algo a esconder.

Pela trama se situar em uma pequena cidade da Inglaterra, todo mundo conhece todo mundo; além da Estranha, nenhum dos personagens precisa ser apresentado. Para uma comunidade tão cheia de segredos, todos falam muito. E são intrometidos. Nessas circunstâncias, a ideia de que alguém manter um segredo começa a parecer improvável, ou melhor, impossível.

Com tantos mistérios a serem resolvidos, o final pode parecer um pouco acelerado, mas convence por ser fiel à proposta que envolve toda a trama de Não Fale Com Estranhos: alguns segredos devem ser levados para o túmulo. Vale a pena!

Veja Mais

Páscoa na Praça movimenta Praça da Bíblia e reúne famílias em Sinop

Publicado em 01 de Abril de 2026 ás 14h 58min


Realizada entrega de kits de uniformes escolares para alunos da rede municipal de Nova Xavantina

Publicado em 01 de Abril de 2026 ás 13h 57min


Carne sustentável ganha força e vira prioridade para o consumidor

Publicado em 01 de Abril de 2026 ás 12h 56min


Jornal Online

Edição nº1770 - 02/04/2026