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Estiagem viabiliza obras e garante a durabilidade da infraestrutura urbana
15 de Julho de 2026 as 04h 07min
Seca contribui para obras de infraestrutura urbana em Sinop – Foto: Divulgação
O aumento expressivo no ritmo de obras públicas e privadas nas avenidas e bairros de Sinop durante o período de seca responde a critérios estritamente técnicos da engenharia civil.
Intervenções estruturais de grande porte, como pavimentação asfáltica, implantação de redes de drenagem pluvial e terraplanagem, dependem da estabilidade climática e do controle da umidade do solo para garantir viabilidade e longevidade.
Segundo o engenheiro civil e inspetor do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (CREA-MT), Rafael Gonzalez, a estiagem abre uma janela operacional indispensável para o setor.
“O senso comum muitas vezes associa as obras na seca ao desconforto da poeira, mas, tecnicamente, o solo encharcado inviabiliza os processos fundamentais de compactação. Sem o controle exato da umidade do terreno, a base do asfalto perde aderência, o que compromete a estrutura e resulta no surgimento precoce de buracos e ondulações quando o tráfego pesado começa a circular”, explica Gonzalez.
Outro fator determinante é a execução das galerias de águas pluviais. A instalação dessas tubulações exige escavações profundas que, se realizadas durante o período chuvoso, apresentam alto risco de desmoronamento e demandam bombeamento constante de água, elevando os custos e os prazos da operação. Na seca, a estabilidade das valas permite que o assentamento dos tubos de concreto ocorra com total segurança e precisão.
A qualidade do asfalto aplicado também depende diretamente do clima. O Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), tipo de pavimento utilizado nas vias urbanas, é aplicado a temperaturas que passam dos 140°C.
“O contato da massa asfáltica quente com a chuva provoca um choque térmico que destrói as propriedades do ligante betuminoso. Na estiagem, conseguimos manter a temperatura ideal durante todo o processo de espalhamento e rolagem, gerando uma capa asfáltica uniforme, impermeável e resistente”, detalha o conselheiro da AENOR.
Além dos ganhos qualitativos nos materiais, o período de seca otimiza a logística e o desempenho do maquinário pesado. Equipamentos como motoniveladoras e rolos compactadores operam com máxima tração e previsibilidade, reduzindo o desperdício de combustível e garantindo o cumprimento dos cronogramas contratuais.
O aproveitamento rigoroso desse calendário climático assegura a eficiência dos investimentos e a durabilidade das soluções de engenharia implementadas no município.
Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA
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