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Estresses ambientais impactam safra 21/22 do algodão

12 de Agosto de 2022 as 11h 00min

O algodoeiro sofre interferência direta de fatores adversos ou favoráveis durante a safra, com impacto significativo sobre o desenvolvimento vegetativo, produção e na qualidade da fibra. É exatamente o que está sendo observado durante a colheita da safra 2021/22 em várias regiões produtoras.

Essas informações serão apresentadas e debatidas durante o XIV Encontro Técnico Algodão da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT), de 29 a 31 de agosto, no hotel Gran Odara, em Cuiabá.

Apesar da adequada janela de semeadura em janeiro em todas as regiões de Mato Grosso, o ciclo da cultura foi comprometido pelo excesso de chuvas (resultando em plantas com raízes superficiais) e temperaturas mais amenas, decorrentes dos dias nublados no final daquele mês e também no início de fevereiro.

“Assim, atrasou em cerca de 10 a 15 dias o aparecimento do primeiro botão floral e, consequentemente, o surgimento da primeira flor”, explica o professor Ederaldo José Chiavegato, doutor em produção vegetal e palestrante convidado do Encontro. É exatamente isso que se tem constatado em termos de qualidade e produtividade das plumas colhidas até agora.

Normalmente, a primeira flor do algodoeiro surge em torno de 55 dias após a emergência. Contudo, neste ano, segundo Chiavegato, o aparecimento ocorreu em torno de 65 dias ou mais (10 a 15 dias de atraso, dependendo da região produtora) e isso aumentou o ciclo da cultura.

Já na etapa final de floração e início da fase seguinte de maturação, o encerramento das chuvas em abril teve influência direta na produção. "Em alguns anos podem ocorrer algumas chuvas regionais de maio, principalmente na região de Campo Novo do Parecis. Porém, não é prudente que o produtor conte com essas precipitações incertas deste mês, na maioria das regiões produtoras, para o enchimento das maçãs do ponteiro, principalmente quando o sistema radicular é superficial como o que encontramos nesta safra”, alerta o especialista.

40 DIAS

Os primeiros 40 dias do ciclo do algodão (compreendendo a germinação e emergência, o desenvolvimento inicial e o vegetativo) contempla um dos períodos mais importantes na produção, ou seja, o potencial produtivo é definido nesta fase.

As regiões produtoras de algodão de Mato Grosso, com exceção da microrregião de Primavera do Leste (no Sudeste do Estado), semeiam a segunda safra de algodão a partir de janeiro, podendo adentrar até a primeira quinzena de fevereiro. É aí que já começam as preocupações dos cotonicultores, pois neste período, via de regra as temperaturas são favoráveis para a rápida germinação e emergência, porém, como comenta Chiavegato, a alta umidade no solo favorece o estresse anoxítico, que é deficiência ou falta de oxigênio no solo.

Com essa soma de fatores, o arranque inicial das plântulas é comprometido, reduzindo o vigor da cultura. “Temos que considerar que este é um fato real, com altíssimas probabilidades de ocorrência, com consequências negativas nas fases seguintes do ciclo. Ou seja, estas condições jamais podem ser negligenciadas”, reforça.

Assim, os produtores devem sempre considerar ações de manejo para minimizar este cenário, tais como: qualidade das sementes, profundidade de semeadura e descompactação do solo. Além disso, proporcionar o adequado balanço hormonal para o processo de germinação e emergência, entre outras.

Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA

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