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Terça Feira, 08 de Setembro de 2026

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Etanol de milho atrai bilhões em investimentos estrangeiros

31 de Julho de 2026 as 04h 32min

Fatores integrados colocam o Brasil no radar de investidores – Foto: Divulgação

O mercado brasileiro de etanol de milho vive um dos momentos mais promissores de sua história. Impulsionado pela expansão da produção, pela abundância de milho de segunda safra e pelo avanço da agenda de descarbonização, o país passou a atrair investimentos bilionários e consolidou-se como um dos principais destinos globais para projetos em bioenergia.

Entre os protagonistas desse movimento está a Inpasa, empresa de origem paraguaia que se tornou a maior investidora estrangeira do segmento no Brasil. Com operações em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Maranhão, além de novas plantas em construção na Bahia e em Goiás, a companhia já anunciou investimentos superiores a R$ 9,7 bilhões, consolidando-se como referência na expansão das biorrefinarias de etanol de milho.

O avanço da Inpasa acompanha uma nova onda de investimentos internacionais. Empresas dos Estados Unidos e dos Emirados Árabes Unidos ampliam sua presença no setor, enquanto grupos europeus avaliam novos projetos e companhias chinesas acompanham a evolução do mercado, embora ainda sem anúncios oficiais de investimentos.

4X MAIS

A rápida expansão da indústria ajuda a explicar o interesse internacional. Na safra 2025/26, a produção brasileira de etanol de milho se aproxima de 10 bilhões de litros, volume muito superior aos cerca de 2,65 bilhões de litros registrados no início da década.

O crescimento também foi impulsionado pela ampliação da mistura obrigatória de etanol anidro à gasolina, que passou de 27% para 30%, aumentando a demanda pelo biocombustível e oferecendo maior segurança para novos investimentos.

Além do mercado de combustíveis, o modelo brasileiro desperta atenção por outro diferencial: as usinas funcionam como verdadeiras biorrefinarias integradas, agregando valor ao milho e diversificando suas fontes de receita.

Ao contrário de modelos voltados exclusivamente para a produção de etanol, as plantas brasileiras aproveitam praticamente todos os componentes do milho. Além do biocombustível, produzem DDG e DDGS destinados à nutrição animal, óleo de milho, energia elétrica, biometano e dióxido de carbono biogênico para uso industrial. Essa diversificação reduz riscos, aumenta a rentabilidade dos empreendimentos e fortalece a competitividade do setor, tornando o Brasil uma referência internacional em bioenergia.

Outro fator decisivo para a chegada do capital estrangeiro é o ambiente de incentivos oferecido pelos governos federal e estaduais. Dependendo da localização do empreendimento, os projetos podem acessar créditos presumidos e diferimento de ICMS, financiamentos do BNDES, recursos do Fundo Clima, incentivos regionais da Sudam e da Sudene, além de apoio de fundos estaduais de desenvolvimento e programas municipais de infraestrutura.

O setor também conta com o RenovaBio, que permite às usinas certificadas comercializar Créditos de Descarbonização (CBIOs), criando uma fonte adicional de receita baseada na eficiência ambiental.

INPASA: LÍDER GLOBAL

Entre os investidores estrangeiros, a Inpasa tornou-se o maior símbolo da expansão do etanol de milho no Brasil. Desde sua chegada ao país, em 2018, a empresa implantou um robusto plano de crescimento, com operações em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Maranhão, além de novas unidades em construção na Bahia e em Goiás.

Os investimentos anunciados pela companhia ultrapassam R$ 9,7 bilhões e contemplam projetos em Rio Verde/GO, Luís Eduardo Magalhães/BA, Balsas/MA, Rondonópolis e Nova Mutum. As novas plantas reforçam o papel do Brasil como plataforma global de produção de biocombustíveis e coprodutos agroindustriais.

Fonte: DA REPORTAGEM

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