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Exames tecnológicos detectam riscos de mais de 60 síndromes
24 de Junho de 2022 as 18h 00min
Análise possibilita ao obstetra avaliar marcadores de risco genético – Foto: Assessoria
O ultrassom Morfológico de Primeiro Trimestre é um dos exames mais importantes de uma gestação e deve ser realizado entre 11 semanas e 3 dias e 13 semanas e 6 dias, mais precisamente quando o bebê mede entre 45mm e 84mm de comprimento da cabeça à nádega.
A médica especialista em Medicina Fetal e Ultrassonografia, da Clínica de Imagem Dois Pinheiros, Ana Paula Passos, explica que esse exame deve ser agendado com antecedência, pois há um período exato para ser realizado. A análise possibilitará ao médico obstetra avaliar os marcadores de risco genético além dos outros parâmetros fetais e maternos.
“Com base nos dados do exame, o obstetra pode estimar qual a chance de o bebê ter alguma alteração cromossômica, por exemplo. Esses marcadores detectam os riscos de mais de 60 síndromes diferentes, dentre elas, a Síndrome de Down”, afirmou.
Mas para que o Morfológico de Primeiro Trimestre seja considerado completo, a gestante precisa realizar três ultrassons, entre eles a Ultrassonografia Obstétrica Com Translucência Nucal (TN – 40901254), esse exame além de medir a TN e avaliar o Osso Nasal, consegue confirmar a idade gestacional do bebê.
“Através da medição da cabeça às nádegas do feto e da medida do líquido na nuca do bebê, o médico pode confirmar a idade gestacional e avaliar os riscos genéticos. Além de conferir as características da placenta e líquido amniótico, também permite a avaliação do osso nasal, formação anatômica e nos permite afastar vários problemas congênitos”, destacou.
A especialista destaca ainda, que apesar de não diagnosticar uma alteração genética, essa medida auxilia na análise da probabilidade (alta ou baixa) de malformações ou doenças genéticas, pois elas geralmente cursam com aumento do acúmulo de líquido nesta região.
O Transvaginal (TV – 40901300) também é solicitado nesse período de gestação. E seu objetivo é medir o comprimento do colo do útero via transvaginal (através da vagina), para avaliar o risco de parto prematuro, além de permitir uma melhor visualização de algumas partes da anatomia do bebê.
“O TV serve para medição do colo do útero, sendo o melhor método para identificar casos de alto risco de parto prematuro espontâneo (colo entre 10 e 20 mm). Caso seja encontrada alguma alteração, o uso preventivo de progesterona pode ser indicado, principalmente para evitar o trabalho de parto prematuro”, pontuou.
Para finalizar o primeiro trimestre, a ultrasonografista indica um estudo da circulação (DOPPLER – 40901386), por meio da aferição dos fluxos nos compartimentos materno (artérias uterinas), para identificar o risco de pré-eclâmpsia precoce e restrição de crescimento, além de possibilitar a avaliação de outros marcadores de risco genético (Ducto venoso e Fluxo Tricúspide).
“Caso haja alterações que determinem um aumento do risco à saúde e bem-estar da mamãe (pré-eclâmpsia), além da avaliação fetal (riscos genéticos e de cardiopatias), a avaliação Dopplervelocimétrica permite estimar precocemente esse risco, auxiliando o Obstetra a estabelecer o melhor tratamento profilático a fim de minimizar esses riscos", ressaltou.
Ana Paula conclui reafirmando que apenas após a realização desses três exames, o Morfológico de Primeiro Trimestre pode ser considerado completo.
Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA
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