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Expansão de ferrovia avança e fortalece corredor de exportação
07 de Setembro de 2025 as 05h 15min
Eixo ferroviário Leste-Oeste (Fico-Fiol) terá 1.708 km de extensão – Foto: Divulgação
O Governo Federal lançou nesta semana um novo edital para a expansão da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol 2), considerado um passo decisivo para a criação de um corredor logístico que terá passagem por Lucas do Rio Verde. O edital prevê a contratação de obras em um trecho de 35,75 km entre Guanambi e Caetité/BA, com investimento de R$ 507,1 milhões.
De acordo com o secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, o aporte dará fôlego ao projeto. “Esse investimento permitirá que, no próximo ano, seja realizado o leilão da ferrovia, que vai integrar Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso, ao Porto de Ilhéus, na Bahia. A ligação também abrirá caminho para conexão até Chancay, no Peru, formando o Corredor Bioceânico no país”, destacou.
O eixo ferroviário Leste-Oeste (Fico-Fiol) terá 1.708 km de extensão. Ele começa na Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), em Mara Rosa (GO), e se conecta à Fiol, criando uma malha que unirá o Atlântico ao Pacífico – do Porto de Ilhéus ao Porto de Chancay, no Peru. O traçado cria um novo corredor de exportação, ampliando a competitividade dos grãos produzidos em Mato Grosso e fortalecendo as relações comerciais com a Ásia.
O Ministério dos Transportes informou ainda que o trecho baiano recebeu ajustes no traçado para garantir maior equilíbrio ambiental nas proximidades da Barragem de Ceraíma. A expectativa é que a obra também beneficie diretamente o escoamento da produção agrícola do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). As empresas interessadas devem apresentar suas propostas pela plataforma Licitações-e, do Banco do Brasil.
O projeto avança em paralelo às articulações internacionais. No mês passado, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, ressaltou o fortalecimento das negociações com a China para viabilizar a primeira ferrovia bioceânica da América do Sul.
O tema ganhou novo impulso com a assinatura de um memorando de entendimento entre o Brasil e o China Railway Economic and Planning Research Institute, que prevê estudos conjuntos para o corredor ligando os oceanos Atlântico e Pacífico.
A proposta prevê um estudo de viabilidade sobre a integração das ferrovias Fiol, Fico e Norte-Sul (FNS) ao recém-inaugurado Porto de Chancay, no Peru, construído com investimentos chineses. O traçado considera uma rota partindo de Lucas do Rio Verde, passando por Rondônia e Acre até a fronteira peruana.
Os estudos ficarão sob responsabilidade da estatal Infra S.A., vinculada ao Ministério dos Transportes, com foco em soluções multimodais e no aproveitamento de obras já em andamento no país.
Segundo Tebet, o Brasil esperava concluir os estudos de viabilidade em até dez anos. A proposta chinesa, no entanto, reduz o prazo para menos de dois anos, acelerando consideravelmente o processo.
“Serão de 18 a 20 meses dedicados à elaboração do projeto de viabilidade e, a partir daí, caberá ao próximo governo decidir sua implementação. Ainda assim, considero um presente que todos nós, Congresso Nacional e a política brasileira como um todo, podemos entregar ao Brasil”, afirmou a ministra.
Fonte: DA REPORTAGEM
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