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Sexta Feira, 14 de Agosto de 2026

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Exportações de carne bovina batem recorde, mas China e UE elevam risco para o 2º semestre

22 de Julho de 2026 as 05h 17min

Receita supera US$ 9,9 bilhões no primeiro semestre de 2026 – Foto: Divulgação

As exportações brasileiras de carne bovina e subprodutos registraram o melhor primeiro semestre da história em 2026, consolidando o Brasil como um dos maiores fornecedores globais de proteína animal.

O desempenho recorde, no entanto, convive com um cenário de incertezas para a segunda metade do ano, marcado pelo esgotamento da cota de exportação para a China e pelo risco de suspensão das compras pela União Europeia.

Levantamento da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), aponta que as vendas externas de carnes e subprodutos bovinos totalizaram US$ 9,929 bilhões entre janeiro e junho, crescimento de 33,4% em relação ao mesmo período de 2025.

Em volume, os embarques alcançaram 1,811 milhão de toneladas, avanço de 7,3%, estabelecendo novos recordes tanto em faturamento quanto em quantidade exportada.

A China permaneceu como o principal destino da carne bovina brasileira durante o primeiro semestre, respondendo por quase metade das receitas obtidas com as exportações. As vendas para o mercado chinês alcançaram US$ 4,818 bilhões, crescimento de 50,3% na comparação anual. O volume exportado chegou a 774,7 mil toneladas, alta de 22,6%. O país asiático representou 48,5% da receita total obtida com carnes e subprodutos bovinos brasileiros e concentrou 53% das compras de carne bovina in natura. Entretanto, a perspectiva para os próximos meses é menos favorável.

A cota anual de importação concedida pela China ao Brasil, fixada em 1,106 milhão de toneladas para 2026, já teria sido completamente utilizada com os embarques realizados até junho. Como consequência, as exportações destinadas ao país foram interrompidas a partir de julho, uma vez que os volumes enviados acima da cota passam a sofrer uma tarifa adicional de 55%. Esse cenário poderá reduzir significativamente o desempenho das exportações brasileiras até o restabelecimento da nova cota, previsto apenas para 2027.

Fonte: DA REPORTAGEM

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