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Fábio Garcia nega mágoa após recuo de chapa com Pivetta
13 de Agosto de 2026 as 03h 52min
Restrição do STF pesou na saída da corrida ao Senado - Foto: Divulgação
Fora da composição que vinha sendo desenhada para a disputa ao governo de Mato Grosso, o deputado federal Fábio Garcia (União) afirmou que não guarda ressentimento pela retirada de seu nome da chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos). O parlamentar era cotado para ocupar a vice, mas decidiu deixar a composição após os desdobramentos da Operação Heritage, da Polícia Federal, que também o teve como alvo.
Na avaliação de Garcia, a mudança não deve ser interpretada como uma derrota pessoal ou um movimento de ruptura dentro do grupo. A definição, segundo ele, foi construída em conjunto com Pivetta e os demais aliados. “Não me sinto injustiçado”, afirmou durante coletiva, ao rejeitar a ideia de que tenha sido preterido na formação da chapa.
A própria trajetória política foi usada pelo deputado para explicar a relação que mantém com o grupo. Garcia lembrou ter ocupado cargos de secretário de Governo da Prefeitura de Cuiabá, deputado federal, senador da República e chefe da Casa Civil do Estado. “Não posso ter sentimento de injustiça com o meu grupo”, declarou.
Diante da nova realidade criada pela investigação, o parlamentar disse que era necessário tomar uma decisão política capaz de preservar a estratégia eleitoral. “Tem realidades que estão postas na nossa frente e a gente precisa ter coragem de tomar decisão”, afirmou.
Para Garcia, o episódio não encerra sua participação no projeto político, mas apenas muda o caminho que deverá percorrer até a eleição.
De volta à disputa proporcional, o deputado deverá concentrar esforços na tentativa de renovar o mandato na Câmara dos Deputados. A mudança, portanto, não significa sua saída da corrida eleitoral de 2026. O que se altera é a posição que ocupava na engrenagem montada para a sucessão de Mauro Mendes.
Em uma eleição marcada por agendas públicas e articulações conjuntas, a restrição poderia criar obstáculos para a presença simultânea dos dois em reuniões, comícios e atos políticos. A situação exigiria adaptações permanentes da campanha para evitar qualquer descumprimento da ordem judicial. Para o grupo, esse cenário poderia transformar a composição da chapa em uma fonte adicional de desgaste.
Sem demonstrar disposição para prolongar a discussão, Garcia tratou o episódio como uma decisão tomada diante das circunstâncias. “Isso foi um consenso no grupo e vida que segue, levantar a cabeça e seguir trabalhando”, afirmou. A declaração sinaliza a intenção de preservar a aliança política mesmo depois da mudança na composição eleitoral.
Fonte: CLEMERSON SM
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