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Sexta Feira, 06 de Novembro de 2026

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Fazendeiro é autorizado por juiz a estudar ou trabalhar em cadeia

O fazendeiro Paulo Faruk de Moraes, 61 anos, acusado pelo Ministério Público Estadual (MPE), de ser o autor da morte do engenheiro Silas Henrique Palmieri Maia, de 33 anos, foi autorizado pela Justiça de Mato Grosso a trabalhar ou estudar dentro da cad

31 de Maio de 2019 as 00h 00min

DA REPORTAGEM

 

O fazendeiro Paulo Faruk de Moraes, 61 anos, acusado pelo Ministério Público Estadual (MPE), de ser o autor da morte do engenheiro Silas Henrique Palmieri Maia, de 33 anos, foi autorizado pela Justiça de Mato Grosso a trabalhar ou estudar dentro da cadeia.

Paulo foi preso três dias depois do crime e desde então continua custodiado. O crime foi cometido em fevereiro deste ano em Porto dos Gaúchos. Em depoimento, o fazendeiro já havia confessado o crime e alegou que se sentiu incomodado com a presença do engenheiro na fazenda, mas que não queria matá-lo.

A decisão é do juiz Rafael Depra Panichella, da Vara Única de Porto dos Gaúchos. "Autorizo a realização de trabalho ou estudo pelo recluso, os quais exclusivamente/necessariamente deverão ser realizados dentro da unidade penal local e desde que sobrevenha disponibilidade de vaga, uma vez que tais institutos são destinados preferencialmente aos presos condenados", diz trecho da decisão.

A vítima era representante de uma empresa que financiou o custeio da lavoura e estava na propriedade para acompanhar a colheita e cobrar a parte do financiador.

 

O CRIME

Silas foi morto com tiros na cabeça após cobrar uma dívida em uma fazenda da região. A vítima foi levada para o Hospital Municipal de Porto dos Gaúchos e os médicos tentaram reanimá-la em cima da caminhonete em que foi levada.

A testemunha, que levou Silas até o hospital, disse que estavam em uma lanchonete, na comunidade de Novo Paraná, e não perceberam quando um homem chegou por trás deles e efetuou vários disparos na cabeça de Silas, que caiu já, aparentemente, morto.

Em seguida, o autor do crime saiu andando em direção ao seu veículo, olhando para trás para se certificar que havia matado à vítima. Silas trabalhava como consultor de vendas em uma empresa de insumos de Sinop.

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