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Quinta Feira, 17 de Setembro de 2026

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Fiemt rebate crítica de Fagundes e defende uso de incentivos fiscais

17 de Setembro de 2026 as 08h 26min

Setor afirma gerar empregos, investimentos e arrecadação - Foto: Assessoria

A Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) reagiu às críticas do senador e candidato ao governo Wellington Fagundes (PL) ao modelo de incentivos fiscais do Estado. Em manifestação divulgada nesta semana, a entidade defendeu a manutenção dos programas e afirmou que a discussão deve considerar os custos estruturais enfrentados pelas empresas instaladas em Mato Grosso.

Segundo a federação, os incentivos não configuram privilégio, mas um mecanismo de política econômica criado para reduzir desvantagens competitivas do Estado. A entidade cita o estudo Custo Mato Grosso, segundo o qual produzir na região custa R$ 38,5 bilhões a mais do que nas regiões Sul e Sudeste, em razão de problemas de infraestrutura, distância dos centros consumidores e limitações na oferta e qualificação da mão de obra. "Os incentivos à produção industrial não representam um privilégio, mas uma política pública de desenvolvimento socioeconômico construída para enfrentar desafios estruturais de Mato Grosso", afirmou a Fiemt. 

A entidade relacionou os programas a indicadores de emprego, produção e arrecadação registrados pelo setor nos últimos anos. O parque industrial mato-grossense reúne, segundo os dados apresentados pela federação, 16.891 empresas e emprega 203.514 trabalhadores formais, com massa salarial de R$ 6,6 bilhões. Em uma década, ainda conforme a Fiemt, o PIB industrial cresceu 133% e chegou a R$ 36,84 bilhões em 2025, equivalente a 15% da economia estadual.

A federação sustenta que o valor renunciado é compensado pelo volume de investimentos atraídos para o Estado. Conforme o Relatório Anual de Desempenho dos Incentivos Fiscais da Sedec, cada R$ 1 em renúncia fiscal teria resultado em R$ 4,66 em investimentos diretos em Mato Grosso no ano passado.

Fonte: DA REPORTAGEM

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