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Quarta Feira, 22 de Abril de 2026

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Fim da Estrada

21 de Setembro de 2022 as 13h 20min

Eu senti meu coração afundar quando Fim da Estrada fez a transição de suas gloriosas cenas diurnas, no deserto banhado de Sol do Meio-Oeste americano, para um clímax inteiramente noturno. Este é um suspense de baixo orçamento da Netflix, pensei, e é claro que o seu final se degradaria para uma bagunça de cenas incompreensíveis filmadas em iluminação “naturalista” (leia-se: escuras o bastante para esconder a precariedade da produção). Mas parece que me faltou confiança na diretora Millicent Shelton.

Quando a noite cai no deserto, Fim da Estrada liga as luzes neon. Saturada de um roxo realisticamente injustificável, a fotografia de Ed Wu é a evidência mais clara de que este é um thriller que não se priva de extrapolações e artificialidades, que se delicia com as possibilidades da realidade aumentada, à flor da pele, que está no próprio coração do gênero. Filmes como Fim da Estrada existem para caricaturizar medos e tensões reais, transformá-los em alegorias - e há muito tempo que não tínhamos uma produção que realmente entendesse isso.

O protagonismo aqui é da família Freeman, liderada pela corajosa, mas diplomática, enfermeira Brenda (Queen Latifah). Após a morte do marido, ela se vê incapaz de pagar as contas da casa e decide se mudar para o Texas com os filhos e o irmão, Reggie (Chris “Ludacris” Bridges). O caminho da Califórnia até a nova morada da família, no entanto, se mostra perigoso quando os Freeman testemunham um assassinato relacionado ao tráfico de drogas e passam a ser perseguidos e ameaçados pelo chefão do crime local.

A história é familiar, e não faz questão de esconder isso. David Loughery, veterano de thrillers do time-b de Hollywood, como Obsessiva e O Vizinho, conduz o roteiro através de todos os passos esperados e garante a base emocional sólida da jornada de Brenda e sua família se recuperando do luto.

Por falar nela, Latifah mostra-se mais uma vez uma camaleoa. De pioneira do rap feminista a vocalista de jazz, passando por atriz de musicais indicada ao Oscar, intérprete dramática indicada ao Emmy e estrela de comédias e sitcoms de sucesso, ela já foi de tudo - e fez tudo muito bem.

A Brenda de Latifah é o coração desta confecção cinematográfica saborosa que nunca se leva inteiramente a sério, mas tampouco subestima o valor do que sabe que está fazendo muito bem. O thriller hollywoodiano sempre foi um palco fascinante para a dramatização e (em certa medida) satirização de nossas ansiedades, uma tela em branco na qual cineastas com visão podiam pintar quadros fascinantes em cor e movimento, e um palco importante para astros e estrelas mostrarem que conseguem segurar a atenção e a afeição do público. Fim da Estrada, contrariando expectativas, é espetacularmente bem sucedido em todas essas frentes

Fonte: DA REPORTAGEM

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