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Domingo, 26 de Abril de 2026

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Fonoaudióloga é assassinada com mais de 12 facadas; marido é o principal suspeito

26 de Agosto de 2025 as 05h 52min

Ana Paula fez postagem 4 dias antes de ser morta – Foto: Reprodução

Policiais militares prenderam um homem identificado como Lucas França, suspeito de assassinar a esposa a facadas em uma casa na Avenida das Sibipirunas, no centro de Sinop, no domingo (24). A vítima, identificada como Ana Paula Abreu Carneiro, 33 anos, foi brutalmente atacada com cerca de 15 a 20 facadas — atingindo pescoço, tronco, abdômen e pernas — segundo o médico legista Murilo Vinícius.

O acusado alegou que teria cometido o crime durante um “surto psicótico”. A versão, no entanto, não passa de uma justificativa frágil, uma muleta que tenta mascarar um ato de extrema violência.

Não é de hoje que criminosos tentam se esconder atrás de supostas crises ou descontrole momentâneo para justificar o injustificável. Nada pode ser normalizado quando se trata de atacar uma mulher indefesa dentro do próprio lar. Muito menos quando essa mulher era a própria companheira, aquela que, em teoria, deveria encontrar proteção e cuidado ao lado do marido.

No local, os policiais encontraram diversas facas espalhadas, sinais claros de luta corporal — com móveis revirados e manchas de sangue por toda a casa — conforme levantamento da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Ao ser abordado, o acusado se recusou a colaborar, forçando os PMs a usar uma arma de choque para contê-lo. O corpo de Ana Paula foi encaminhado à necropsia, três facas foram recolhidas para perícia e o suspeito foi levado à Delegacia de Polícia Civil, onde segue à disposição da Justiça.

PUBLICAÇÃO NO INSTA

A tragédia se torna ainda mais cruel quando se recorda da última publicação de Ana Paula no Instagram: uma imagem em que ela escreveu que “ele era o amor da vida dela”.

Um gesto simples de afeto, que agora ecoa como ironia sombria diante do desfecho devastador. A confiança e o amor, tão expostos naquela mensagem, foram devolvidos com violência e morte — uma realidade que escancara a face mais brutal do feminicídio.

Fonte: DA REPORTAGEM

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